25 de Abril, 40 Anos Depois, Muitos Sonhos desfeitos e muitos mais por cumprir
Ao contrário do ano passado em que uma avaria no computador me impediu de fazer um trabalho de campo capaz, mas felizmente este ano deu para fazer este mesmo trabalho de campo que no princípio parecia ser um fracasso completo mas que se revelou frutuoso como eu gosto que seja um trabalho de campo.
Coemcei pea parte teórica que foi suportar a cerimónia da assembelia da república onde muito se falou, até havendo um ralhete para o desgoverno de Passos Coelho e onde numa altura em que os deputados devem reconhecer o papel das Forças Armadas para que eles, deputados, tivessem o seu tacho que só de ouvir falar em tempos de austeridade dá uma nojo que não vomito as entranhas porque não calha porque muitos passam fome para que aquela quadrilha de ingratos que está na assembleia da repúblca tenha os seus luxos todos os meses.
Depois de comer qualquer coisinhas para aguentar o esforço de estar umas quantas hora em pé, fiquei pasmado quando vi literalmente mihares de almas a descerem a Avenida da Liberdade num claro sinal de basta de tanta austeridade e que não foi para isto que se fez o 25 de Abril e que anda há muito por fazer e eu dizia melhor: há demasiadas coisas que ficaram por fazer de há 40 anos para cá e muitos dos direitos que nos foram dados por Abril e que parecem esquecidos pelo poder político d república agora com a desculpa da troika e muitos pediam a cabeça do presente desgoverno; mas se esqueceram de quando estava o sucateiro Sócrates no poleiro ninguém pediu a respectiva cabeça numa bandeja de prata como fez Salomé e passaram o tempo todo calado enquanto os socialistas foram deixando o seu rasto de miséria e de fome que o presente desgoverno fez o favor de prolongar.
E houve até quem lembrasse o negócio que a CML está a fazer por baixo da mesa que é mudar todos os hospitais do centro de Lisboa para o Parque da Bela Vista, nas imediações onde fazem o Rock In Rio e que o senhor Costa do Intendente é parte interessada mostrando aqui neste negócio o quão é socialista e que como presidente da CML deixa muito a desejar em termos de lealdade e de defesa dos seus munícipes.
Apesar de nacionalista e monárquico, não posso jamais em tempo algum ser contra o 25 de Abril porque se não fosse o 25 de Abril não poderia ter este blog devido as cargas constantes que mando contra o poder político seja este local ou nacional porque com as cargas que deito aqui já estaria a esta altura do campeonato a levar uns bilhetes da PIDE/DGS (pelo menos) e outra coisa que prezo além da minha liberdade individual é a liberdade de expressão por mais tola que possa ser a expressão.
Mas também não nos podemos esquecer dos sonhos de Abril que ficaram por realizar como o emprego para todos, ou a habitação condigna ou o pão para todos que não passam mesmo disso, de sohos utópicos saídos de uma revolução que acha semelhante talvez quando se agita uma garrafa de chamapnhe ou de uma bebida gaseficada com violência e depois abrimos: sai para todos os lados e depois no fundo da garrafa ou da lata pouco ou nada fica e o que foi acontecendo com o 25 de Abril ao longo dos anos foi mesmo isso, uma espécie de algo gaseficado que foi perdendo o seu gás e a sua virtude graças a governos duvidosos ou com atitudes duvidosas.
Ao mesmo tempo que decorria a fantochada no Parlamento, os Capitães prestavam homenagem ao derradeiro Parsifal lusitano, Salgueiro Maia; e com discursos bem tóxicos contra a situação de calamidade em que se encontra Portugal e que simplesmente nos tempos de hoje não se admite de forma nenhuma qualquer que seja a nossa filiação partidária
E não me venha a esquerda eleita a dizer que fazia melhor porque quando se trata de cortar os luxos dos políticos eles são os primeiros a votar contra e passam muito tempo caladinhos porque em muita negociata que tem havido nesta nação há praticamente gente de todos os partidos eleitos e quase todos têm telhados de vidro e estes mesmos partidos fizeram o favor a nação de terem rebentado por dentro com o 25 de Abril e depressa o poder foi tomado de assalto por percevejos que nada têm a ver nem com democracia nem com liberdade e ainda se dizem que são democratas porque foram eleitos pelo voto do povo e foram eleitos porque souberam graças aos seus contactos usarem as máquinas partidárias a seu favor por muito escroques que possam ser porque eleitoralmente falando o português tem memória curta e éfemera.
Viva o 25 de Abril, 25 de Abril sempre
E ficam as minhas perguntas de sempre: Porque rebentaram com a revolução ? O que ganharam com isto ? Quem ganha com a situação de miséria de Portugal ? Quando é que esta nação reconquista a liberdade, mas a verdadeira liberdade ? Foi para estado de coisas que se fez Abril ? Quando é que acabam com o estado a que chegamos ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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