O Português se Pode Manfestar, mas de Mansinho senão Leva
A manifestação das forças da ordem no dia 6, não foi bem aceite pelo poder da república, pois que os manfestantes foram filmados, sem som e estas imagens foram usadas para a instauração de processos disciplinares a alguns manifestantes, numa clara violação a dois direitos que nos foram dados pela revolução de Abril: direito a indignação e o direito de liberdade de expressão a qual parece não se aplicar a todos como era hábito nos tempos supostamente negros da ditadura do Estado Novo.
As vítimas da nova repressão encapotada foram as próprias forças da ordem que foram até São Bento mostrar o seu descontentamento perante os cortes que sofrem nos seus salários de miséria supostamente por ordens da troika, apesar do poder político da repúblca seja de que quadrante for não quer abdicar dos seus privilégios cada vez maiores abrindo um fosso entre poder polítco e povo em geral em termos económicos; tal fosso criado pelos próprios políticos que têm como dever cumprir e fazer cumprir a constituição de 1976 com as suas respectivas revisões e estes mesmos políticos não estão a ver que tal fosso poderá degenerar em eventos que a humanidade no seu todo quer esquecer e basta ler as primeiras páginas de Mein Kampf, para se ter uma ideia em que um poder republicano que só pensa em si e não nação pode resultar e para os mais pacifistas que possam ter fobia em ler o livro de Adolf Hitler, basta ler um qualquer livro de história do chamado período entre guerras onde por exemplo surgiu a chamada "Geração Perdida" (Hemigway, Jack London, George Orwell, etc) e observar no que pode resultar uma governo com uma repressão escondida e que ignora os clamores do povo e vive fora dos seus limites, prejudicando o aparelho produtivo da nação e num cenário assim o extremismo seja ele de esquerda ou de direita, sabendo-se que são ambos duas faces de uma mesma moeda, tem terreno fértil para crescer como são os casos do Reino Unido, Hungria, França, Bélgica, República Checa, Ucránia, entre outros.
O mundo em si e Portugal também, não se podem esquecer quais as consequências destas medidas de pseudo-austeridade que não passam de medidas repressivas e as consequências de punir as vozes contrárias ao poder instituido, pois no caso destas serem reprimidas, ficam como mártires e a democracia é completamente desvirtuada para uma espécie de poder que se encontra numa zona cinzenta onde não sabe onde começa e acaba a liberdade individual e colectiva.
Não se admite num país que se afirma um Estado de Direito, não ser permitido que um grupo profissional mostre de forma clara e esclarecida para que toda a nação veja o quão este grupo profissional está a ser literalmente roubado em nome de uma dívida que vem pelo menos dos tempos malditos do Führer Sócrates e não são os únicos, toda a função pública de base está a ser roubada a torto e a direito e nestes protestos de polícias são os próprios polícias a lixar os colegas como no caso dos cortes da Função Pública, são os próprios funcionários públicos que os fazem que são os funcionários das finanças.
O que está acontecer aos polícias com a instauração de 6 processos disciplinares, mostra que a república nunca aceitou o chamado contraditório durante a sua existência e foi sempre existindo formas de repressão desde 1910 e levantar processos disciplinares a cidadãos que estão desesperados para porem comer na mesa ou pagar as suas contas e com estes cortes que nunca tocam nos ricos e nos grandes do poder da república que ficam sempre impunes aos cortes em nome de contas que nada têm a haver com aqueles que sofrem os cortes que são os mesmos de sempre e depois se soube nestes dias que o CES vai ser aplicado aos privados, não a partir de 650 euros como na Função Pública, mas sim a partir de 1350 euros criando mais um fosso, mais uma desigualdade que divide a nação para que esta nova ditadura continue a reinar sobre Portugal e que duvido que passe pelo crivo do Tribunal Constitucional.
Os cortes que estão a afectar as forças da ordem agora vão atacar todos que trabalham em prole da nação, seja para uma empresa ou para o Estado dando a ideia que trabahar em Portugal não compensa de forma nenhuma sendo um puro acto de masoquismo o qual serve de acto de puro prazer sádico a um poder que nada tem a ver nem com o 25 de Abril e muitos menos com 25 de Novembro e sendo assim questiono qual o motivo daquela festança que fazem todos os anos no parlamento se os que lá estão não cumprem minimamente os preceitos da revolução sendo tão cínicos como aquelas pessoas que desejam feliz Natal ou Páscoa e depois andam a lixar a vida ao próximo.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Aonde está a liberdade em Portugal ? Voltamos aos tempos do Estado Novo, mas com mais fome ? Que regime político rege portugal actualmente ? Aonde está o cumprimento escrupuloso da Lei Fundamental ? Que nação é afinal Portugal ? O que fizeram a liberdade conquistada ? Para que nos serve afinal as comemorações oficiais do 25 de Abril ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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