Como Se Fermenta uma Revolução e o que Não se Fez em Porugal

Hoje ao desfolhar as edições electrónicas dos vários jornais que se publicam nesta nação e uma entrevista dada por Alípio Dias, director do Comércio do Porto (matutino tripeiro falecido em 2005) na altura do 25 de Abril, uma entrevista que se revelou frutuosa para qualquer pessoa que procure fontes ou causas indirectas da revolução que nos trouxe a liberdade há 40 anos porque alguém disse ainda a pouco tempo "que uma revolução não se anuncia, faz-se".


Na entrevista dada por Alípio Dias ao jornal I, o mesmo afirma que a revolução de Abril não se desenhou apenas nas reuniões conspirativas de oficiais que fazem parte dos anais da História de Portugal, mas sim bem antes, quando o mesmo economista tinha 12 ou 13 anos (por volta dos anos 50/60) quando o pai de Alípio Dias que tinha uma casa comercial regressava das então Províncias Ultramarinas de Angola e Moçambique e na altura o pai de Alípio Das não via a família há dois meses e o mesmo senhor disse ao seu filho que tanto Moçambique como Angola são países grandes e ricos demais para serem governados a partir do Terreiro do Paço; passados dois anos desta afirmação do pai de Alípio Dias; o mesmo Alípio Dias com 15 ou 16 anos lê o livro da autoria do Capitão Henrique Galvão (o mesmo do assalto ao Santa Maria) e do militar e jornalista Carlos Selvagem e o volume sobre a província ultramarina de Angola o "entusiasmou"; e outro detalhe que lhe despertou que algo estava a fermentar em Portugal foi um artigo do jornal francês L'Express da autoria de Edouard  Bailby, correspondente em Lisboa, já em Fevereiro de 74, "L'Armée au Portugal commence à bouger" [O exército em Portugal começa a movimentar-se].


Entretanto o Dr. Baltazar Rebelo de Sousa que na altura era ministro do Ultramar (pai do ex-presidente do PSD, e actualmente comentador política na TVI) convidou Alípio Dias para ser ser secretário provincial em Moçambique e Alípio Dias apesar de ter cerca de 30 anos lembra o médico e ministro que da sua douta descedência temos o analista político da TVI que já se vai tarde para se negociar seja o que for com os movimentos separatistas e outro sinal foi o livro do Marechal (na altura General) António de  Spínola "Portugal e o Futuro" autografado pela mão do proprio Spínola e Alípio Dias disse a sua mulher que a revolução está na rua e passados dois meses e 3 dias (Portugal e o Futuro foi publicado em 22 de Fevereiro de 1974) aconteceu a revolução. Para Alípio Dias o que fez com que a revolução acontcesse foi os decretos-lei 353/74 e 409/73 de Julho de 1973 onde através de um curso rápido na Academia Militar passava milicianos à frente dos militares do quadro permanente para o acesso a patente de capitão.


O antigo director do Comércio do Porto lamenta que o problema do Ultramar não tivesse sido resolvido de uma forma mais civilizada e testemunhou pânico generalizado que provocou uma corrida aos bancos para levantamentos de dinheiro (Alípio Dias era administrador do Banco Borges & Irmão) aeque causou o encerramento de agências bancárias pelo país fora ainda antes da hora do almoço por falta de fundos.


Nos tempos em que esteve na política (Alípio Dias é militante do PSD) nunca quis  inguém das juventudes partidárias a sua volta o que não acontceu com Sá Carneiro e Alípio Dias apontou o erro ao malogrado primeiro-ministro que o facto de se rodear de tantos jotas porqu estes vão passar o tempo a meter cunhas e pedir favores sem mostrar a mínima competência (ver Passos Coelho & Cª) e que não cumprem lei nehuma e dão a sola assim que descobrem que meteram o pé na poça com força.


Além desta prespectiva histórica sobre o 25 de Abril não deixou passar uma das principais causa da presente crise que é o caso do BPN que em vez de o nacionalizar a tripa forra como fizera, iria investigar (caso fosse ministro das finanças) e nomeava uma comissão administrativa para ver de onde vinha o mal e o mal ainda vem dos tempos de Sócrates quando o governo de Cabo Verde alerta para a situação do Banco Insular (secção/filial do BPN em Cabo Verde) e Vítor Constâncio não mexeu uma plaha e Alípio Dias traz ao de cima a altura que foi vice-governador do Banco de Portugal e que nos seus tempos se investigavam as coisas ao fundo e que graças ao seu feitiozinho se descobriram dois sacos demoedas de ouro por catalogar nos cofres do Banco de Portugal e depois desta dscoberta inusitada andou por todas as sucursais do Banco de Portugal.


Nestas descobertas feitas por Alípio Dias e divugadas nestas suculenta entrevista ao jornal I fala também que quando visitou a sucursal do Banco de Portugal da cidade do Porto se inclui barras de ouro nazi (mas Mário Soares disse que Portugal não tinha ouro nazi, que estranho), baras que pesavam (ou pesam) 13 kg enquanto as barras comuns pesam 11 kg e que depois da proibição da importação de ouro decretada por Salazar, o Banco de Portugal consignava barras de ouro a alguns bancos e quando algum industrial do ouro precisasse de material se serrava a quantidade que o industrial preciasse.


Alípio Dias não tem papas na língua quando afirma o que está a vista dos olhos de todos que é o facto de presentemente Portugal viver sob o jugo de uma ditadura do medo, pior do que nos tempos da PIDE e o mesmo A. Dias que teve 3 processos por abuso da liberdade de imprensa nos tempos supostamente negros do Estado Novo,  diz que naqueles tempos que quem fizesse uma oposição com argumentos e bem estrturada não teria grandes dramas; e como tripeiro que se preza não temmesmo papas na língua e neste desenrolar de argumentos, se atira que nem um leão ao presente estado da economia portuguesa chamando de incomepetente quem negociou com a troika porque a presente situação vai levar a miséria total e que quando negociou com a troika nas outras vindas (todas em governos socialistas...outro detalhe a reter) não cedeu em pontos que considerava não ceder mesmo com a pressão de FMI e havia outras que a troika nos anos 80 não aceitava e este esgrimir de opiniões acabou por levar a um acordo e além de incopetentes, acusa os actuais negociadores de desonestidade intelectual.


Enão deixa palavras no ar e é mais um a apontar a solução keynesiana de colocar o máximo de dinheiro a circular mesmo que a inflação ultrapasse os presentes 2 % são insustentáveis e que a inflação ideal seria entre os 3 e os 5% porque com a austeridade o PIB da eurolândia já tombou 17 biliões de euros  que o dinheiro em que recomeçar a circular senão mata os portugueses...literalmente e que a União Europeia tem que fazer o máximo de acordos comerciais e não perder tempo com conflitos regionais que apenas prejudicam os que lá moram.


E ainda voltando ao assunto do Estado Novo, Alípio Dias culpa a aparente incompetência de Américo Thomaz a corte que o rodeava e não lhe deixava pensar e sobretudo agir como queria e depois resultou naquela imagem do corta-fitas que nada fazia tal porque como oficial  da Marinha como era tinha uma rígida noção de disciplina e aém disso quando era ministro da marinha publicou e decretou o chmado Despacho 100 que permitiu que a marinha mercante lusa fosse toda renovada.


Deixo o melhor para o fim; para Alípio Dias «,Portugal já chegou ao limite e chegou ao ponto de escrever tanto ao presidente da república como ao primeiro ministro e apesar de ser militante do PSD com quas pagas até 2019 não deixa de tocar na ferida e acrescenta que o Führer Passos Coelho pensa ter sido iluminado pelo Espírito Santo; no entanto há uns quantos detalhes que vêm na Constituição de 1976 e que tanto Cavaco como Passos Coelho se estão a esquecer; Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência, ao desenvolvimento, bem como o direito de insurreição contra todas as formas de opressão... e para encerrar este verdadeiro testamento, Alípio Dias se fosse chefe militar e a presente austeridade continuar diria ao presidente da república não poderia contar as Forças Armadas (Estamos a chegar a esta parte. Escrevi para chamar a atenção e dizer, cuidado, podemos chegar aqui. Eu, se fosse chefe militar, dizia ao Presidente da República: senhor Presidente, a continuar neste ritmo, com esta política desnecessária, o senhor Presidente não pode contar connosco).


Palavas que dão para pensar se tal como na juventude de Alípio Dias não teremos já outra revolução a fermentar já ao virar da esquina ou daqui ha alguns anos, todavia, não odemos esquecer que agora temos smartphones, internet e redes sociais e a revolução neste admirável mundo novo das comunicações em tempo real através de um computador e da internet seria feita de forma diferente.


E ficam as minhas perguntas de sempre: Se há ouro nazi nos cofres do Banco Central descoberto por um vice-governador do Banco Central Mário Soares disse que Portugal não tem ou teve ouro nazi ? Será que temos uma revolução a fermentar ? Porque Portugal se vergou a troika ? Porque não colcam mais dinheiro a circular ? Para que serve esta austeridade ? Porque não deixam a inflação subir um pouco mais ? Será que esta gente quando estudou, estudou mesmo ou estava a dormir ? Se houver uma nova revolução, como é que será ? Quando é que a austeridade acaba ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?


Como sempre vos peço para ler,comentar e divulgar

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