O Que Se Passa nos Liceus Públicos da Nação ?
Ontem serviu de artigo de caixa e hoje vou mais fundo nesta notícia que não deixa de ser muito preocupante em especia quando temos alguma jovem na família nos níveis liceais ou está para entar neste novo patamar de ensino e onde se decide o futuro de cada um dos alunos e alunas porque no liceu se fazem escolhas que mudam em definitivo a vida de cada um.
Se tem a noção em Portugal que quem vai para as escolas públicas é quem tem mais problemas financeiros ou tem os tostõezinhos todos contados para lá ter a descendência que por falta de de dinheiro em parte dos casos não pode estudar em escolas privadas, todavia nos tempos em que andei em escolas públicas, quase como fosse uma ironia kafkianas, boa parte dos alunos das escolas públicas vinham de estratos sociais elevados e por outro lado boa parte dos alunos dos colégios e externatos eram provinientes dos estratos mais baixos da sociedade e apesar deste contraste social que parece ter se esvanecido com o passar dos anos, a qualidade das escolas privadas tem mais ou menos sempre se mantido acima das públicas.
Mas não venho aqui para fazer uma comparação entre as escolas públicas e privadas porque tal comparação acaba por ser chover no molhado e venho vos falar de mais um caso triste que aconteceu num liceu público e que pode ser eventualmente um dos motivos porque as estatísticas de fetrilidade humana dão sempre os piores lugares a Portugal, o que é mau para um país com um número tão elevado de idosos e que não para de crescer para não falar nos portugueses que vão procurar um melhor futuro no estrangeiro.
Aconteceu que na Escola Secundária de Anadia duas alunas uma com 15 e outra com 16 sofreram uma overdose de pólen de haxixe que foi comprado por estas mesmas alunas a uma colega e pelo que se sabe tal droga é relativamente difícil de se arranjar e ao mesmo tempo estupidamente cara o que entra em pura contradição com o estrato social que deveria frequentar o ensino público e gratuito.
E um dos motivos porque fiz parte do meu liceu em externatos e o tenho que agradecer a minha mãe esta ideia que teve, foram as queixas da existência de drogas de todas as espécies nos liceus públicos e para que eu não fosse levado por maus exemplos tive estes 4 anos de paraíso e quando tive que largar a privada a droga nos liceus, pelo menos naqueles onde andei estava muito localizada e praticamente era de expansão nula, o que em parte tanto deixava a minha mãe e eu sossegados neste detalhe.
Sei que passaram quase duas décadas que larguei os estudos liceais, mas aocntece que tenho um dos meus 4 sobrinhos já neste nível de ensino e outro para lá caminha e fico preocupado ao saber disso e questiono que porra anda a fazer o ministro da educação porque não reagiu a esta notícia nem tomou quaisquer medidas porque está entretido em lixar a vida aos professores e a fazer super-turmas onde a qualidade do ensino é nula para que o desgoverno mostre a troika que é o bom aluno e depois não se admirem que comecem a aparecer pessoas que dizem que no tempo de Salazar era que se estava bem.
Uma coisa é certa, sou filho da revolução e cresci com o rock português e como tal, aquilo que sei sobre o Estado Novo vem nos manuais escolares e das conversas com as pessoas mas velhas da famíia e 99,999% destas conversas chegam sempre a esta conclusão: que em tudo, os desgovernos mais recentes desmembraram a nação e tornaram num país atrasado e sem eira e muito menos beira e este caso como entre outros é prova que a nação está doente e algo tem que ser feito, antes que a nação morra da cura porque se costuma dizer: se não morremos do mal, morremos da cura.
E como sempre ficam as minhas perguntas de sempre: Como foi isto acontecer ? Quem forneceu a vendedora ? O tráfico de drogas voltou as escolas públicas ? Será que para os nossos filhos estarem seguros têm que andar em colégios ? Porque raio o ministro da educação se cala ? Com a crise que se vive como podem os nossos filhos estudar em segurança ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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