O Chupa Chupa é de todos

Os dois partidos que têm dividido o bolo do poder depois do 25 de Abril com a ajuda dos outros da oposição não devem ter telhados de vidro em termos de corrupção e outros crimes económicos que fazem as paragonas da imprensa e para não ser diferente do habitual mas uma PPP com os dois de sempre metidos na festa e quase já se adivinha qual vai ser o resultado.


O negócio consiste num grupo de externatos e colégios que recebem por parte do Estado uma compnesação financeira ao ter alunos carenciados como seus alunos no caso da localidade onde se encontrar o externato ou colégio não dispor de escola oficial e esta compensação não é mais do que as despesas lectivas destes mesmos alunos e até aí nada demais; o pior é que este grupo de colégios também recebia este mesmo subsídio em localidades que têm escolas públicas agindo em concorrência desleal com as escolas públicas, pois todos nós sabemos que este desgoverno mandou apertar o cinto em todas as áreas menos nos luxos do poder político e uma das vítimas deste cinto apertado é o sector da educação.


E este caso foi descoberto por um grupo de professores chamado Movimento Escola Pública que denunciou a situação ao DIAP e a Polícia Judiciária e além disso docentes que leccionam dos colégios em questão que são os colégios do grupo GPS denunciaram excesso de horas de trabalho docente a FENPROF, ao ministério da Educação a  o ME através da Inspecção-Geral de Educação e Ciência encaminhou a situação para a Autoridade das Condições do Trabalho sobre o que se passava neste grupo de colégios situados no centro de Portugal.


Bem até aqui seria mais uma trafulhice muito típica daquelas que acontece quando aparecem envolvidos subsídios estatais, mas acontece que este grupo GPS é liderado por antigos políticos do PSD e do PS e a lista é constituida por: O presidente do grupo GPS é António Calvete, ex-deputado socialista, que chamou para a instituição ex-secretários de Estado e ex-directores regionais de Educação quer do seu partido, quer do PSD. Entre os colaboradores e funcionários figuram José Canavarro e Paulo Pereira Coelho, ex-secretários de Estado no Governo de Santana Lopes. E também os directores regionais de Educação de Lisboa e do Centro, respectivamente, José Almeida e Linhares de Castro.


Bela lista de nomes; todavia o grupo GPS se dispõe colaborante com as autoridades judiciais e do ministério da educação, no entanto sei que este caso não é único e soube e me lembro de ouvir falar num dos liceus por onde andei nos anos 90 de um caso muito semelhante a este e que envolvia um colégio adventista que entretanto fechou e que queria que um encarregado de educação (pelo menos) de um dos seus alunos assinasse estes "contratos de associação" mesmo quando este tinha saído do mesmo colégio e nos meus tempos de estudante ouvi outros casos iguais a este; acontece que neste caso os envolvidos estão longe de serem comuns mortais e houve um grupo de professores que tocou na ferida e se soube o  que se passa pelo menos com parte destes "contrados de associação" e que há gente de poder metida nesta música e todos nós sabemos que no fim, coisa menos coisa, acaba tudo em águas de bacalhau como é tradição da justiça da república portuguesa.


E ficam as minhas perguntas de sempre: Porque são sempre os mesmos a roubar ? Porque só se soube agora o que se passa com estes contratos de associação ? Afinal aonde param os nossos impostos ? Andam a brincar com quem ? Quem mais andou a se servir deste bolo ? Será que alguma vez vai haver punidos ? Quão negra é a situação ? Será que vai haver justiça neste caso ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e diuvlgar

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