Apartheid Invertido em Portugal ou é Apenas Exagero Meu ?
Peço desculpa aos leitores habituais deste recanto pela minha ausência desde quinta-feira, mas a minha saúde me pregou uma peça que foi a fractura de um dente ao qual se juntou uma avaria extrema do PC que me impossbilitou de escrever aqui neste meu vosso espaço de troca de ideias e de desabafo contra o que vai mal nesta nação de quase mil anos.
O artigo de hoje é um trabalho de campo misturado com experiência pessoal e que é uma imagem real do Portugal que se diz ser uma democracia há 40 anos mas esta democracia parece mais uma distopia de Orwell do que uma verdadeira democracia como a Espanha, França ou outro qualquer país ou nação mais civilizada que Portugal e que não é preciso grande esforço para se achar tais nações que nos metem no chinelo no quesito chamado civilidade ou civilização.
Durante este fim-de-semana que fiquei com o PC avariado e no qual eu passei os dias as volta da máquina a tentar dar a volta a situação que testou os meus limites sobretudo em termos de nervos, de concentração e de algum desenrascanço, dei algumas caminhadas não só para evitar novas idas ao hospital por causa das minhas enxaquecas por um lado e por outro para achar possível material para uma ou mesmo duas publicações aqui neste pequeno grnade espaço.
Durante estas caminhadas deu para ouvir muitas pessoa, falar com outras e ver cenas que me deixam chocado de tão frequentes que são e, neste ponto do choque, uma das coisas que mais me chocou ver foi na Sexta-Feira quando vinha para casa depois de ter ido buscar um remédio para as minhas enxaquecas, quando parei numa paragem de autocarro na Rua Jacinta Marto para descansar um pouco e durante este descanso vejo vir do lado do Hospital D. Estefânia uma homem adulto mestiço com tez morena escura com uma criança no colo a se dirigir para a paragem e até me desviei no banco para ambos se sentarem, mas não esperaram muito porque assim que chegaram a paragem chegou o autocarro que queriam e qual o meu espanto quando entram sem pagar e sem validar nem passe nem bilhete e muito menos pagarem a tarifa de bordo e eu fiquei a olhar para cena e fiquei espantado pela atitude do chofer do autocarro que achou a atitude deste "senhor" como algo tão comum como beber água e nada disse.
Nas conversas que tenho tido nestes dias nas vagas entre fases do arranjo do computador, tenho descoberto tremendas injustiças nos apoios sociais tanto da Segurança Social como da Santa da Misericórdia de Lisboa que caso eu não tivesse sentido na pele me custaria a acreditar de tão infames que são.
Depois de ver os romenos a terem cheques da Segurança Social de 700 euros e ciganos com prestações e apoios sociais de toda espécie sem antes serem escrutinados se precisam ou não destas ajudas ou se trabalham ou se tem algum problema de saúde e ao mesmo tempo andam ciganos nas ruas da Baixa Pombalina a venderem drogas sem que ninguém os impeça, mas têm rendimentos da SS e da Santa Casa certinhos ao final do mês, soube de outro caso onde uma cidadã de origem africana e negra tem dois salários e ainda recebe uma pensão e ainda tem direito a 150 euros da Santa Casa para ajuda no pagamento do quarto e o seu companheiro, português europeu e branco; não faz porra nenhuma recebe RSI e ainda recebe mais 150 euros da Santa Casa e mais outro complemento e este mesmo senhor gasta dinheiro em jogos para uma Playstation 3; mas conheci outro caso de um seropositivo (que quase se pode considerar doente com SIDA/AIDS - HIV) que com este frio se está a ressentir e tem o sistema imunitário fragilizado e a Santa Casa lhe recusa a ajuda nos medicamentos para as chamadas doenças oportunistas como otite, sinusite ou gripe e apenas dá uma ajuda no quarto a qual se junta cento e poucos euros de RSI.
Mas ao contrário do casal misto, este mesmo seropositivo anda a procura de emprego e vai fazendo umas limpezas na pensão onde eu sobrevivo de forma a pagar com trabalho parte do valor da renda do quarto e a Santa Casa diz que este senhor tem a ajuda que precisa, enquanto o casal misto ... apenas sofre de uma doença comum aos políticos da república: preguiça.
E sei que não é o primeiro caso e já sofri na pele em que brancos europeus portugueses têm problemas com "ajudinhas" da Santa Casa enquanto africanos negros, ciganos e romenos têm todas as ajudas ao ponto de terem o descaramento de recusarem aparecer a entrevistas de emprego porque têm os bolsos cheios de subsídios e contra-subsídios que fazem falta a quem precisa mesmo e que saiem do nosso bolso e ao mesmo tempo a Segurança Social recusa reformas por invalidez a portadores de doenças raras e doentes de SIDA entre outros casos extremos onde apenas uma pensão de invalidadez seria o pão de cada dia de muitos portugueses e portuguesas e que não o é por causa destes casos de verdadeiro apartheid invertido onde negros e ciganos que são minorias têm mais previlégios do que a maioria branca e portuguesa e que dá que pensar e nos faz abrir os olhos para a forma de como funciona a Santa Casa e nos chama a atenção se mais tarde ou mais cedo Portugal se transforma numa África do Sul onde os melhores transportes serão apenas para negros e talvez para ciganos e os outros ficam com a sucata.
Devem estar a espera que apareçam novos extremismos que já estão a aparecer um pouco por todo o mundo e que tal como nos anos 20 e 30 nasceram da incompetência dos governos e da desigualdade entre as minorias sempre ou quase sempre protegidas, sobretudo as minorias raciais e os ociosos, e os otários que trabalham para manter a nação e o filme que serviu de base aos extremismos qua apareceram no primeiro quarto do século XX está-se a repetir e se para se manter a democracia se tiver que sacrificar a república em nome da democracia conquistada no 25 de Abril, então que se elimine antes a república do que a democracia.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Que caminho leva Portugal ? Porque a ajuda social não é melhor escrutinada ? Porque raio uns são filhos e outros enteados ? Aonde está a democracia na assistência social ? Andamos a pagar impostos para duas classes de ociosos ? Porque entram nos transportes de borla? Estão a espera do quê para evitar extremismos ? Para que servem os nossos impostos ? Quando é que estas situações acabam ? O que é preciso fazer para acabar com elas ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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