Parece que os decretos 353/73 e 409/73 regressaram, Parte II

Este desgoverno está mesmo numa de comprar uma guerra com tudo que mexe e ainda antes do acto de desobediência que hoje ocorreu em todos os quartéis da nação que apenas consistiu na permanência dos militares dentro das instalações depois de arriar da bandeira nacional o maior tempo possível, surgiu uma ideia triste que nos remete para tempos ainda ou quase tão tristes como os actuais.


Das cabecinhas brilhantes do ministério da Defesa saiu a triste ideia de abrir o concurso de sargentos do Exército nem a milicianos ou mesmo militares do quadro permanente na totalidade, mas sim abriu vagas a civis que nunca souberam que é servir as forças armadas passando a frente de categorias subalternas que estão a espera da promoção para sargento e não passam com sorte de cabo, embora para os civis o contrato seja de apenas 7 anos depois de um curso intensivo de 16 semanas que cujo objectivo é completar as lacunas nos quadros de sargentos.


Treta pura, porque até foi usada uma treta um pouco de nada parecida a esta ainda antes do 25 de Abril quando uma alegada falta de capitães também no Exército foi a causa dos dois decretos que fazem o título deste mesmo artigo ou post e que foram uma das principais géneses do 25 de Abril e por tabela do PREC e uma desculpa semelhante está a ser usada para colocar civis no lugar de militares de quadro ou mesmo milicianos que estão a ver ainda mais vilipendiada a sua condição de militar cada vez mais desvalorizada pelo poder político da república.


E no começo simbólico do protesto que foi considerado pelas associações de militares não como um aviso, mas sim um alerta para as cada vez piores condições dos militares sobretudo devido a austeridade cada vez mais insuportável e ao mesmo tempo repudiaram qualquer apelo a violência que tivesse sido feito nos tempos mas recentes aos militares ou até mesmo junção a outros protestos (no caso dos protestos, os militares até que fizeram lá falta porque assim era um mostrar de força contra a presente ditadura Passos Coelho) e esta espécie de desobediência civil começou por volta das 6 da tarde continuando o maior tempo possível.


Entretanto amanhã vai sair outra manifestação para a rua, desta vez de civis convocada pela central sindical comunista CGTP-IN que vai também ter como ponto de chegada a escadaria da assembleia da república e na volta o ministro da administração interna, disse hoje na tomada de posse do novo director-geral da PSP que não vai haver mais invasões das escadarias de acesso ao parlamento seja por quem for, mas este mesmo senhor ministro se está a esquecer de uns quantos pormenores: a subida aconteceu para evitar outro "secos e molhados" que depois poderia ainda dar origem a algum golpe de estado de consequências impsesíveis

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