Livra ou Livre, Para que serve mais um Partido, Quando a Nação Clama por união

No final da semana passada apareceu mais um movimento para formação de um novo partido (como já houvessem poucos) no espectro da esquerda, a meia-nau entre o PS e o Bloco de Esquerda (como já não existisse o quase centenário PCP para este lugar) constituido por arrependidos do Bloco de Esquerda.


Não consigo entender esta ideia porque além da esquerda em Portugal já ser de si uma manta de retalhos onde praticamente ninguém se entende e depois se vê quem é de esquerda acabar-se por se virar para os mesmos de sempre que roubam tanto como os outros ou talvez ainda mais em vez de votarem em alguém com outras ideias para a nação quando esta está a ser humilhada tanto pela União Europeia como pela antigas províncias ultramarinas e ninguém diz porra alguma a não ser nada de jeito.


Esta quantidade generosa de arrependidos do BE que têm aparecido um pouco por todo o lado mostra um lado pseudo-ditatorial do BE por um lado e por outro começa a dar razão a eterna figura do MRPP, Gracia Pereira, que quando o BE conseguiu ser eleito pela primeira vez para assembleia da república previu um futuro semelhante ao do falecido PRD o qual seria um fogo-fátuo da política nacional só se aguentando uma ou duas eleições. De facto o BE se está a desfazer aos pedaços, mas não tão rápido como o partido fundado por Ramalho Eanes e esta queda do anjo começou no exacto momento em que por um lado começou uma certa mania da autoridade dentro da manta de retalhos chamada BE sobre a associção cívica que era antiga Frente da Esqueda Revolucionária e que acabou por desembocar no recém-nascido MAS e por outro lado uma conjunção de resultados eleitorais surpreendente maus e a saída do seu fundador e mentor, Francisco Louçã.


A cabeça pensante deste novo partido é um antigo delfim de Louçã, o euro-deputado Rui Tavares que é um dos arrependidos/expulsos do BE na "operação de limpeza" que houve antes da fuga para a frente de Francisco Louçã e na reunão de apresentação de mais este partido contou a presença da "Dama de Paris" Inês de Medeiros; José Sá Fernandes (outro cortado do BE) e Joana Amaral Dias (outra cortada do BE) e este partido afirma que quer dar voz aos que ficaram sem voz na esquerda se esquecendo do resto da nação.


Bem, quando temos um poder político da república que humilha a nação todos os dias da nossa existência, o que menos esta nação precisava era de sectarismo, mas sim união a volta do ideal "Portugal" e não uma luta fartricida pelo poleiro que no final total das contas acaba por facilitar ainda mais a vida ao esterco que temos como deputados eleitos na assemebleia da república sobretudo ao arco de governação que nos últimos 8 anos deixou a nação a venda dos interesses estrangeiros e de humilhada quando em tempos que já lá vão Portugal estava sempre de peito aberto e não se humilhava perante ninguém.


E ficam as minhas perguntas de sempre: Para que vai servir mais um partido ? Já não chegam os partidos que existem ? Já não chega de circo ? Quem ganha com isto ? Quando é que no poder político deixam de pensar no poder e pensam na nação ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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