Costa, Costa; Porque Raio Queres Tirar a Calçada Portuguesa ?

Está mesmo visto que o presente presidente da principal edilidade de Portugal deve ser viciado na regra romana do Pão e Circo, embora esta máxima quando aplicada a Portugal, apenas seja aplicável o circo e muito raramente o pão porque este é cada vez mais um privilégio de alguns em vez de ser um direito de todos como deveria e deve ser.


E ao mesmo tempo que lojas, muitas delas centenárias, fecham devido a crise e a fiscalidade exagerada do desgoverno da ditadura Passos Coelho, aumentando o desemprego e enquanto fecham estas lojas centenárias onde os nossos avós ou mesmo os nossos pais compraram as suas coisas de sempre; por outro lado aparecem lojas de souvenires que são propriedade de asiáticos que nnguém sabe para que servem e que não geram emprego a não ser para os os próprios donos e respectivas famílias aumentando assim de uma forma brutal o desemprego já de si em números pornográficos.


Mas para entreter uma legião ou um povo zangado nada como a velha regra romana do Pão e Circo e como está um frio quase congelante, o circo que nos vem dos Paços do Concelho é a retirada de pedras de calaçada portuguesa dos passeios e a sua substiruição por pedra lioz como já foi feito na Rua da Vitória e enquanto entretem os lisboetas os que são a favor ou contra esta guerra da pedra, a qual deve estar a fazer falta ao Senhor Costa para mais um dos seus elefantes brancos como foi o caso da pseudo-limpeza do Intendente que cada vez está mais sujo porque aquilo onde a CML deve ser CML como a limpeza urbana ou a habitação social, aliás esta última mais do que nunca devido a infame lei do arrrendamento urbano e o aumentar constante dos casos de pobreza em Portugal, mas sobretudo nas grandes cidades como Lisboa.


Gostava de saber o que ganha o presidente da CML com esta retirada de calaçada portuguesa quando há tantos, mas tantos problemas nesta cidade para serem resolvidos e alguns até estão pendurados desde de 2001 pelo menos, quando João Soares perdeu a presidência da CML para Pedro Santana Lopes e depois o resto sabemos a bela mixórdia em que Lisboa se transformou e que ninguém ainda conseguiu, melhor, nnguém quis dar a volta; apenas criando circo e e mais circo a sua volta; quando na realidade tanto a cidade como a nação precisa de pão, habitação e educação e os dois itens finais podem ser fornecidos muito bem por uma câmara municipal como a de Lisboa que se consola a criar departamentos e contra-departamentos para os amigos enquanto a cidade se afunda e agora nem as pedras da calçada escapam e estas apenas ficam reservadas para os turistas porque os lisboetas ficam sem elas.


Sim, a pedra lioz por toda a cidade com a excepção das áreas turísticas, criando assim uma cidade meio gueto, meio favela onde existem duas Lisboas diferentes, uma toda florida e luminosa para os turistas e alguns parece que levam tratamento oral para as hemorróidas e outra escura, sen flores, oculta dos turistas e que fica reservada para os lisboetas como para aqueles que morando fora da capital vêem ganhar o seu pão na cidade que deveria de ser das pessoas e que cada vez é menos das pessoas e nem o Senhor Costa transforma o deserto que é o centro de Lisboa, no coração da cidade cujo sangue que circula e que lhe traz a vida são as pessoas que moram ou poderiam morar e/ou trabalhar e esta treta da retirada da calçada portuguesa é mais um tiro na soberania nacional e talvez o senhor Costa nos queira a ver nós lisboetas a morar em sanzalas ou cubatas como aquelas assim meio pós-modernas como existem nas Olaias ou na Linha de Sintra ou Cascais.


E ficam as minhas perguntas de sempre: Quem teve esta ideia ? Quem ganha com ela ? Por acaso não existem problemas mais graves em Lisboa para serem resolvidos ? Para quando a reactivação da habitação social ? O que vai ser feito daquele buraco no Martim Moniz ? Andam a brincar com quem ? O que anda a fazer António Costa na frente dos destinos de Lisboa ? Que caminho leva a capital ? Para que serve esta medida afiinal ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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