Afinal Sairam ou Não Sairam ?

O caso Camarate volta mais uma vez  a entrar nesta página por causa de mais uma das muitas contradições que o magnicídio que completa dia 4 de Dezembro, 29 anos ainda tem para revelar enquantos os trabalhos da X Comissão Parlamentar de Investigação vão andando bem devagar e se mostrando por vezes profílicas em ligações algo que inusitadas que fariam as delícias de qualquer teórico da conspiração.


Esta contradição vem desde do Verão do presente ano da graça de 2013, quando o cidadão Carlos Rolo que foi responsável pela Fábrica Explosivos da Trafaria afirmou que Portugal enviou armas para o Irão, quando a nação dos Ayatollahs estava suejeita a um embrago de armas porque haviam meses que a guerra Irão-Iraque haveria começado e foi decretado a nível global um embargo de armas a ambos os países embora nos tempos da Guerra Fria, estes embargos nunca eram para todos e as superpotências lhe faziam o que lhes apeteciam; e este mesmo Carlos Rolo afirmou em Junho a mesma X CPI sobre Camarate que da sua fábrica saiu material bélico para o Irão.


Todavia a contradição surge quando uma figura conhecida dos tempos do PREC e do próprio 25 de Abril, o Comandante Alpoim Calvão, ex-fuzileiro que foi o chefe da Operação Mar Verde e que na revolução dos Cravos não deixou sair os fuzileiros que iriam ocupar a PIDE em Lisboa por estes serem instruendos e algum tempo depois se associou a Spínola e durante os tempos do PREC fez parte do grupo terrorista anti-revolucionário MDLP/ELP tendo o dedo em algumas das operações do MDLP/ELP.


Este mesmo comandante dos fuzileiros nega qualquer saída de material bélico tanto da Fábrica Explosivos da Trafaria, bem como da Companhia de Pólvoras e Munições de Barcarena; mas apesar das palavras do antigo comandante fuzileiro, Calros Rolo bate na mesma tecla e insiste que nas guias de remersa nunca foram usadas as datas exactas e que estas tiveram as datas aduleradas para que o material bélico pudesse sair para o Irão.


Aqui neste caso é mas um conflito de palavra de uma pessoa com a palavra de uma segunda pessoa e quando isto acontece acaba sempre tudo em águas de bacalhau, curioso ver como uma pessoa com a folha de serviços de Calvão aparece ligado ao magnicídio de Camarate e mete tráfico de armas que estava a ser investigado por Amaro da Costa, uma das vítimas da tragédia e que cuja fonte de dinheiro era um estranho fundo para defesa do ultramar que se sumiu depois dos crimes de Camarate e foi diluído por um certo ministro das finanças chamado Aníbal Cavaco que se evaporou da cena políica nacional aé 1985.


E ficam as minhas perguntas de sempre e sempre sem resposta: Aqui quem fala a verdade ? Portugal vendeu ou não armas ao Irão de forma ilegal ? Quem ganhou e quem perdeu nesta porra toda ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

Comentários

  1. Quintus Mucius Scaevola6 de janeiro de 2014 às 07:12

    Boa tarde,
    É possível saber onde obteve as declarações do comandante Alpoim Calvão?
    Obrigado e cumprimentos

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  2. Salvo erro na edição electrónca ou do Público, ou Sol ou do jornal I, foi um deles, tinha a fonte nos favoritos do PC mas há algum tempo tive que formatar o disco e os favoritos e bookmarks dos browsers os perdi

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