Menos Palheta e Mais Acção Senhores Militares, Por Favor

No dia de hoje, dia de reflexão eleitoral, no Museu do Carnaval, na Vila das Lajes, Ilha Terceira, Açores, o presidente da Associação Nacional de Sargentos, António Lima Coelho apontou de forma crítica, mais uma falha no tratamento dado aos militares pelo poder da república e  desta vez é a falta de cuidados de saúde para os militares que estejam colocados nas ilhas que quando precisam de alguns tratamentos têm que vir ao Continente possam ou não para fazerem estes mesmos tratamentos médicos e estes tratamentos têm que ser obrigatoriamente feitos porque a disciplina militar obriga que os militares tenham sempre a sua saúde cuidada e o mínimo descuido é uma falha disciplinar de alguma gravidade.


Até aqui tóda a razão do mundo ao presidente da ANS, mas não só os militares, bem como os civis estão fartos de palheta nesta república onde direitos que custaram sangue, suor e lágrimas são roubados a torto e a direito por um regime que se afirma democrático mas que de democrático apenas tem o nome e as forças armadas que há quase 40 anos nos devolveram a democracia e resgataram a nação de uma ditadura que durou 48 anos têm que ser apenas mais do que palavras porque se não passarem das palavras aos actos além de darem uma imagem de cobardia por lado, sujam o nome dos heróis de Abril e começam a passar a ideia que o 25 de Abril não partiu mesmo das Forças Armadas, mas sim teve o dedo das duas super potências: URSS e EUA para que tal acontecesse e depois sabemos como a coisa ia patinando para o lado errado.


Se os militares se sentem melindarados com o presente desgoverno Passos Coelho, o digam de forma clara  e não reuniões que a nada levam e caso achem necessário recorram ao comandante supremo que infelizmente é aquele ser vivo viciado em bolo-rei e que disse em tempos que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas, é engraçado ver como muitos dos seus antigos ministros estão metidos em grandes saladas que nos custam  bilioes de euros e se o comandante supremo os ignorar, então usem as perrogativas militares que regem as forças armadas e que vêm na lei fundamental que o presente desgoverno adora violar.


Eu como civil e filho da revolução, esperava e espero ver mais acção das forças armadas que com o seu masoquismo submisso nada têm a ver com as forças armadas que fizeram Abril e o PREC e  a imagem que tenho das FA é que não passam pouco mais de um emprego para uns coitados que não conseguem outro ganha-pão e com a missão de dar a vida pela Pátria sempre têm algo para por em cima da mesa todos os dias para comer que nos tempos que correm é cada vez mais um previlégio e não foi para isso que Abril foi feito, porque se foi feito para isso então mais valia a tropa fadanga ter ficado quieta; e se os militares ficam sem direitos e a população passa fome é obrigação primordial das forças aramadas defenderem a qualquer custo a nação e a lei fundamental e têm de passar das palavras aos actos o mais depressa possível, antes que esta nação de quase mil anos se transforme num Etiópia nos tempos da seca ou um Brasil nos tempos de Sarney e Collor.


E ficam as minhas perguntas de sempre: Que caminho leva Portugal ? Como possível as FA ficarem quietas e apenas falam ? Qual o papel do comandante supremo aqui ? Será que o 25 de Abril foi mesmo português ? Aonde para a democracia em Portugal ? Se os militares se sentem prejudicados porque raio ficam quietos ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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