O Que Ganham a não Fazer um Acordo ?
Esta crise políica despoletada pela pseudoremodelação governativa que começou com a demissão de Vítor Gaspar e a escolha da sua sucessora que não foi do agrado de Paulo Portas que de entre muitas funções no desgoverno é também em teoria o nº2 do SPECTRE, perdão, da coligação que supostamente era para formar um governo que supostamente seria para durar 4 anos.
Acontece que este mesmo desgoverno ou governo, está em pedaçoes devido as alterações mais recentes do seu elenco e como não houvesse agitação suficiente sobretudo nos mercados de capitais que entraram em pânico com estas ondas de tempestade que se levantaram num verão estupidamente quente e escaldante e que por tabela vão acertar no chamado país real, apareceu com um ar muito fleumático/preocupado/chateado nas televisões a dar a sua decisão sobre a situação política da nação depois de ter ouvido os partidos com representação eleitoral e os parceiros sociais e este remédio, meus amigos e minhas amigas, foi pior a cura do que a doença ou melhor falando se não se morre do mal se morre da cura.
E este adágio da sabedoria popular se mostra que no impulso de querer achar uma espécie de meio-termo entre o não querer sair do poder por parte da direita e as salomés da esquerda que pediam a cabeça de S. João Baptista numa bandeja de prata embora aqui não haja nenhum Herodes para satisfazer caprichos de nenhuma princesa caprichosa e o mais perto que temos em termos de caprichos é a Eisenkanzlerin Merkel e que aprimeira vista não tem muito a ganhar com esta briga de putos da primária para ver quem ganhou mais tazos ou mais berlindes.
Esta gentinha do poder da república que em teoria tem nas mãos os destinos da nação (parece que Portugal cometeu um pecado capital de forma sistemática no passado para ter tal castigo) não estão a ver como a situação está e com o programa da troika assinado por PS, PSD e CDS não há margem para erros e o melhor que se pode fazer e mesmo assim de fiabilidade duvidosa seria uma suposta renegociação da dívida da nação, mas uma crise política seria matar ab ovo qualquer tipo de renegociação e o ser que diz ser presidente da república apenas teria duas opções com pernas para andar: 1) aguentar com o desgoverno Passos Coelho até ao fim do programa da troika pelo menos, para não dizer mesmo até ao fim do mandato; e 2) dissolver de uma vez a assembleia da república lançando assim a nação numa viagem muito má onde o ácido é completamente defeituoso e não daria viagens inspiradas como deu aos Pink Floyd ou aos Beatles, mas sim um pesadelo das trevas como aquelas que surgiram nos anos 30 do século passado no velho continente e esta situação de meio termo acaba por ser tão grave como a dissolução.
O inusitado desta história é que apesar do PS ter tido uma convocatória presidencial para se sentar a mesa com a coligação, vai votar a favor da moção de censura que o PEV vai apresentar para derrubar o desgoverno e vamos ver se não vão ter sorte mesmo porque não se sabe que ventos podem vir das ilhas, mas algo que não entendo é a trip em que o PS está porque ao mesmo tempo que diz que vai se sentar a mesa para tentar o acordo, por outro lado vai estar do lado da moção de censura, transmitindo a ideia de uma certa falsidade ideológica que tem sido o cartão de visita dos tempos mais recentes do PS e que nada abona a favor de quem quer assinar acordos e depois os anda a violar, todavia não nos podemos esquecer que não existe honra entre ladrões e aqui se aplica esta frase que nem uma luva.
Estes mesmos senhores devem estar a espera que surjam extremistas, bem eles já existem e as redes sociais e os blogs são os seus campos de bataha e de recrutamento e com um poder político da república que afunda o país os extremistas têm terreno fértil, a não ser que os portugueses ganhem coragem e mandem a república e o euro a fava e comecem do nada uma nação que deu novos mundos ao mundo e que lutou contra espanhóis e franceses porque o presente Portugal em termos políticos já deu o estretor final de vida estando praticamente morto.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Que destino leva Portugal ? Quem nos salva desta trip infernal ? Que caminho pode levar a nação ? Porque Cavaco Silva não foi mais contundente ? Teve medo de quê e de quem ? Porque raio o PS vota a favor da moção de censura e por outro lado negoceia a "Salavação da nação" ? Anda tudo doido ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
Comentários
Enviar um comentário