Agitação na Assembleia
Nestes dias de um Verão Escaldante que hoje deu folga ao calor estival, mas tem outras formas de calor que lembra aos mais velhos tempos agitados depois daquela Primavera, daquela madrugada de Abril onde em teoria, a nação que deu novos mundos ao mundo simplesmente quebrava as correntes e se soltava de um regime que era reconhecidamente repressivo para em teoria entrar em plena liberdade, mas os meses que se seguiram foram agitados de uma forma que parecia uma viagem louca a caminho de tudo e mais alguma coisa.
E hoje estes tempos agitados do PREC deram uma espécie de reaparição e mostraram sem máscaras qual a verdadeira face da república em Portugal que nada tem de democrática e que no final das contas não passa de uma ditadura encapotada e a nova lei laboral da função pública que segundo vários pareceres está ferida de inconstitucionalidade foi hoje aprovada na generalidade, naquele local em que se pensava estarem os representantes do povo, mas que lá numa realidade muito real que não passa de uma reunião de uns quantos privelgiados que se governam e enriquecem a nossa conta e que nem na esquerda ou na direita representam os interesses da nação chamada Portugal.
Hoje os sindicatos da função pública, mostraram e bem a seu repúdio por uma lei que não os vai igualar com os trabalhadores da inciativa privada, mas sim os coloca numa posição semelhante a dos judeus no holocausto durante os tempos negros do nazismo porque vão pagar por todos os erros de um regime que nos foi imposto há 103 anos e agora sobre o jugo da Chanceler de Ferro que nos transformou numa sua colónia ou mesmo província que na sua nação se chama de Länder e que no caso português tem menos autonomia do que sempre eterna rebelde Bavieira e ao se manifestarem nas galerias da assembleia daqueles que se dizem representantes do povo, os sindicalistas fizeram aquilo que as forças armadas se acorbadaram de fazer há dois dias atrás quando simplesmente não quiseram mostrar o seu descontentamento perante o estado da nação devido a uma instabilidade ainda aumentada mais por aquele cidadão que por um momento na hora do jantar pensou ser um presidente da república como Ramalho Eanes ou Mário Soares e acabou por dar um tiro no próprio pé e o fascismo implícito no presente regime do qual Cavaco Silva desempenha um papel de Américo Tomás foi hoje contestado na assembleia dos representantes da nação e de forma clara.
Mas a presidente da assembleia com 42 anos aproximadamente e dona de uma reforma que nem passou pelos sonhos mais quentes de um funcionário público ter aos 42 anos de idade deixando a triste ideia de querer fechar as galerias do povo, de facto a máscara de democracia da república caiu por terra e temos cada vez mais do que nunca abrir os olhos para travar esta ditadura.
E ficam as minhas perguntas: Como isto continua a acontecer ? Aonde está a verdadeira democracia ? Será o cantar do cisne do presente regime ? O que Assunção Esteves pensa do seu cargo ? Será isto consequência das palavras de ontem do presidente da república ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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