Chega, Não Podemos Mais...

Este artigo surge como fosse uma sequela do artigo anterior tendo a particularidade de ser feito de uma forma mais racional e menos com o coração como o artigo anterior foi feito e durante a tarde tive tempo para ler vários artigos e ouvir várias opiniões na rádio as quais me deram mais ideias e ao mesmo tempo deu para estruturar uma linha de pensamento.


Esta austeridade modelo Passos Coelho/Troika chegou ao ponto de se dizer chega para não descer o nível vernacular que tais medidas pedem porque não há muita delicadeza que se possam aplicar as medidas infames anunciadas hoje para a função pública as quais vão fazer com quase toda a certeza aumentar a taxa de desemprego para números estratosféricos dos actuais 20% se contarmos com os desempregados que não estão inscritos nos centros de emprego para algo que vai rondar os 30% o que vai tornar a taxa de desemprego em Portugal a maior de toda a União Europeia senão for mesmo a maior de toda a OCDE e uma das maiores do mundo e digo isto porque os alvos dos cortes vai ser o pessoal de base que tem habilitações literárias básicas ou pouco mais que básicas e que ao mesmo tempo fazem a máquina estatal funcionar e é também a maior fonte de impostos da república e ao ver estas medidas fico com a estranha impressão que Passos Coelho tem o mesmo sentimento para com os funcionários públicos que Adolf Hitler tinha para os judeus onde eram considerados os culpados de todos os males e Passos Coelho mais os seus patrões da troika pensam da mesma forma.


Não consigo ver a lógica de tal ataque quando a república portuguesa em termos económico-sociais está numa situação semelhante àquela que a Alemanha da República de Weimar viveu no período imediato depois do fim da I Guerra Mundial e depois do começo da Grande Depressão, ou seja, uma divisão desigual da riqueza, a sociedade dividida tanto em termos civis como em termos militares e a fome a graçar por toda uma nação assimo como o desemprego. E a ciência humana a qual deve a sua partenidade ao grego Heródoto e que é conhecida entre o mundo actual como História mostra de uma forma fria o que estas provocações a classe trabalhadora de uma nação têm consequências extremas e por vezes extravazam os limites de um qualquer nação e depois não estranhem se movimentos extremistas comecem a ganhar adeptos porque foi assim que as ditaduras da primeira metade do século XX com a excepção da Espanha ganharam mais e mais apoiantes e no caso português e italiano nem uma única bala foi disparada e as atitudes que este desgoverno toma é um tapete vermelho para que os extremistas de todas as cores e feitios matem o pouco que ainda resta de democracia nesta nação e para ajudar a festa, no chamado Dia da Raça ou Dia de Camões, Portugal e das Comunidades vai haver uma manifestação do PNR que vai do Jardim do Príncipe Real aos Restauradores, qual fosse a marcha dos Camisas Negras de Mussolini sobre Roma.


Na minha opinião a república com o caminho que está a levar mostra sinais de podridão e já está na hora de se trocar uma república de gente que não respeita quem vota neles violando o conceito de democracia e colocar de novo no poder uma monarquia constituicional que fique a meio termo entre o que se passa no Liechenstein e o Reino Unido porque se estivermos dependentes da república para se mantenha um Portugal Livre então mais vale preparar as correntes para agrilhoar a nação como foi nos tempos do Estado Novo


Para encerrar este artigo tenho que falar mais uma vez do prémio Nobel da Economia, Paul Krugman que voltou a bater neste tecla que Portugal não aguenta mais austeridade e este senhor é para ser ouvido ao contrário daquele senhor ministro que confia em dois elementos que pegam numa folha de Excel para fazer um trabalho sobre a economia da Eurolãndia e no fim metem os pés pelas mãos, ajudam a nos afundar e ainda são aplaudidos pelo ministro das finanças que tal como o resto do desgoverno deveriam de ter chumbado em história quando estiveram no liceu e com tanta estupidez do ministro das finanças fico a pensar se o Gaspar e o Manjerico da série "Os Amigos de Gaspar" não nasceram da inspiração no presente ministro das finanças.


E ficam as perguntas de sempre: Quando acaba a austeridade ? Porque Portugal não sai do euro ? Estão a espera que haja alguma tragédia para parar com a austeridade ? O que vão ganhar ao ter perto 30% de desempregados em Portugal ? Quem ganha com isto ? Será a função pública para Passos Coelho e para a troika com o escurinho, o mesmo que foram oas judeus para Hitler ? Qual o motivo deste ódio aos funcionários públicos ? Aonde para a liberdade ? Aonde para a constituição ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar


 

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