Vítor Gaspar , Salazar pós-moderno Revisitado

O chumbo de parte do Orçamento de Estado para o ano de 2013, em especial nos direitos laborais dos otários que ainda trabalham para o Estado, além do enfarte que a troika e o seu chefe, o escurinho como chama Arménio Carlos ao chefe da dita troika, o qual vai fazer voltar aqui a Portugal a quadrilha entroikada antes da data marcada.


E como os juízes do Palácio Ratton não o deixam mexer como quer nos salários do chamado "estado-operário", Nosferatu Vítor Gaspar, não toca na massa salarial, mas decreta um clone do mesmo decreto que o Professor Doutor António de Oliveira Salazar decretou quanto instaurou o Estado Novo e ao mesmo sanava as contas públicas que estava numa calamidade muito semelhante a actual, a diferença é que não tinha havido qualquer emprestimo, pois que os Budas da Primeira República andaram a mexer uns cordelinhos da Sociedade das Nações.


Este decreto, melhor estes decretos de uma forma resumida decretam que um qualquer serviço público só pode gastar mais do que está orçamentado após aprovação do ministério das finanças, caso contrário é ver os ministérios todos de cinto bem apertado e esta medida por um lado pode ser positiva, mas pode ter o seu lado negro  porque o amorfalhar de dinheiro poderá parlisar a economia da nação tal como aconteceu com o Estado Novo e vamos ver quais as consequências deste decreto que no limite pode se considerar pouco ético quando faltam duas semanas para se comemorar mais um aniversário da revolução dos Cravos.


Temos que reconhecer que as finanças da nação estão moribundas mas não é de agora que estão assim e se houvessem cabeças pensantes no poder político da república sabiam que não é atacando quem produz é que resolvem os problemas, mas sim se cortando nos luxos e um destes luxos que não são nem os estádios do Euro 2004 ou da Expo'98, mas sim a permanência de Portugal no euro porque simplesmente uma economia como a portuguesa que é essencialmente baseada em exportação de produtos industriais e no turismo não pode ter uma moeda muito forte, correndo o risco de ter os seus produtos de méritos reconhecidos como os vinhos ou os queijos a um preço insuportável mesmo para os portugueses causando  assim uma recessão crónica de consequências perigosas e deixem-se de salvar os bancos, porque dinheiro parado não desenvolve e o que faz qualquer nação desenvolver e produzir é ter uma moeda relativamente fraca por um lado (ou então porque julgam que existem tantas fábricas de multinacionais da electrónica na Ásia, sobretudo na China Vermelha, apenas um segredo: moeda fraca e no caso chinês é enfraquecida de forma artificial).


Estas restrições salazarentas são apenas uma consequência das bestas quadradas que existe no poder político da república e vos digo meus amigos e minhas amigas que isto não vai ficar por aqui, acreditem nisto porque a coisa vai ficar ainda mais feia enquanto esta nação permanecer subjugada aos ditames de Bruxelas e de Berlim.


E ficam as mnhas perguntas de sempre: Será que temos um novo Salazar ? Qual a validade de tal decreto ? Porque Portugal não sai do euro ? Que caminho leva a nação ? Para que nos serve a  república e o seu presidente ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

Comentários

Mensagens populares