Um Buraco de 100 milhões em Lisboa

Como ontem vos prometi, volto ao assunto do buraco negro que existe em Entrecampos, naquele local onde existiu a Feira Popular até 2003 e foi fechada por Sacana Lopes e que cujas negociatas que no fim em nada deram acabaram com a gestão do PSD na CML por um lado e por outro deu ribalta ao vereador Sá Fernandes que usou uma acção popular para que a permuta dos terrenos do Parque Mayer (propriedade da Bragapaques) foi permutados por parte da Feira Popular (que depois seria para ir toda para a Bragaparques), e esta acção ainda teve o seu coup de grace quando o vereador José Sá Fernandes e o seu proprietário Domingos Névoa acabou condenado a ter pagar uma multa de 5 ml euros por tentativa de corrupção para acto lícito (tradução: suborno para que se faça algo devidamente legal, cunha (parece viagem dos Pink Floyd no ácido, mas é a justiça da república).


E com estas voltas e contra-voltas ficou aberto um fosso a céu aberto numa das mais nobres zonas de Lisboa que serve além de espaço para o Circo Chen, serve também de sala de chuto para drogados, local de tráfico de droga e prostituição masculina entre outras formas de marginalidade que mancham uma zona já de si marcada pela prostiuição feminina de noite ao qual se junta o flagelo da droga.


A presidente da junta de freguesia local deve andar assim meio para o viajado porque disse ao dário lisboeta Público, que foi bom ter fechado a Feira Popular porque assim ela conseguiu por um lado arranjar os prédios da junta e ao mesmo tempo conseguiu a construção de um hotel de 4 estrelas que por acaso tem vista privilegiada para o buraco negro da cidade.


Gostava de saber o que toma esta senhora presidente de junta ao pequeno-almoço para dizer tais coisas se há coisa de uns 3 anos a pensão Lopes que ficava na 5 de Outubro desabou e ainda ninguém fez nada estando aberto mais um buraco nas Avenidas Novas como já fossem suficientes os prédios devolutos ou os terrenos da Feira Popular, a não ser que os hóspedes deste mesmo hotel de 4 estrelas vendam o corpo na noite lisboeta, no mesmo sítio onde era o único parque de diversões da cidade ou andem em negócios de droga porque não vejo qual seja a vantagem na existência deste mesmo hotel.


Para ajudar a festa, este mesmo terreno segundo avaliação recente e que com a anulação da permuta é terra de nnguém vale 100 milhões de euros e ninguém pega naquilo e com tanta a gente a espera de uma casa da Câmara seria uma forma de fazer render este mesmo lote no longo prazo através de rendas sociais e assim se corria com o flagelo da droga desta zona de uma forma socialmente aceitável ou então se reconstruia a Feira Popular dentro do mais fiel dos moldes de 2003 como correcção de um erro asinino de um verdadeiro asno político.


E ficam as minhas perguntas de sempre: Quem ganha com a existência daquele fosso em Entrecampos ? Porque raio este problema não ficou ainda despachado ? Se a permuta foi anulada, então porque a CML não dá uso ao mesmo terreno da Feira Popular ? Afinal a Câmara é para servir as pessoas ou para se servir das pessoas ? Para quando o fim deste caso ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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