A Boa Vontade das Gentes e A Má Vontade do Desgoverno
Na ressaca do tornado na zona de Lagos, Algarve; em vez de irem as forças armadas ou uma brigada da protecção civil limpar os estragos causados pelo tornado de ante-ontem, acabaram por ser forças de voluntários, constituídas sobretudo por turistas que andaram a limpar os detritos causados pelo tornado em vez de serem as entidades estatais que dizem não terem dinheiro.
Esta atitude de certo desprezo por aquelas almas que é mostrado pelo desgoverno Passos Coelho que está muito mais preocupado em tratar das hemorróidas da troika e da Sra. Merkel com a língua em vez de serem povo e mandarem equipas especializadas para resolver da forma mais célere possível a situação no Algarve e ao mesmo tempo haver um política de prevenção activa para que a recuperação depois de um tornado ou outro fenómeno semelhante seja praticamente imediata sem grandes sequelas; mas o ministro do interior, que a propósito das bocas que mandou deveria de pedir a demissão, e deveria sim ver o que é preciso o governo fazer e não vir com austeridades, porque nas tragédias nunca há austeridades e é sempre precisa uma mão amiga que não é coisa que o desgoverno Passos Coelho queira dar.
Pelo que vejo, ainda há tempo dos clubes da terra fazerem um qualquer jogo amistoso e com a receita da bilheteira, fazerem a reconstrução das áreas afectadas pelo temporal porque este desgoverno cobrador de impostos e vampiresco, não vai mexer uma palha com a desculpa da falta de dinheiro aumento ainda mais as diferenças entre o Portugal da cidade grande e o Portugal rural e isto não são atitudes que se tomam em especial quando há tantas almas no limiar do desespero porque ficaram apenas com a roupa que têm no corpo em alguns casos e é nestas alturas que o Estado deve ser Estado e não uma espécie de amigo da onça como está a ser e quanto mais depressa aquelas gentes forem socorridas melhor e o que faltava ou serem os clubes desportivos locais ou alguma secção do Lyons Club, mantidas pelos expratriados ingleses a terem que fazer aquilo que o Estado deve fazer que é ajudar as vítimas de desastres naturais porque pelo que sei nenhum algarvio, turista ou cidadão de cabeça bem assente em cima do pescoço pediu de propósito um tornado no Algarve como se pede um hamburger no McDonald's.
Vamos ver qual vai ser a reacção do presidente do conselho depois do levantamento que este ordenou em relação aos danos pessoais e materiais depois do tornado do Algarve e qual vai ser a atitude a tomar e se o presidente do conselho seguir o conselho do seu sub-alterno da administração interna, então o governo de Passos Coelho não nos serve para coisa nenhuma, sendo melhor pensar em eleições gerais antecipadas para ver se Portugal fica melhor de alguma maneira.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Aonde para o Estado ? Será que os nossos impostos servem para alguma coisa ou servem a alguém ? Quantas mais tragédias serão precisas para haver uma regra pró-activa de prevenção de danos em desastes naturais ? Para que serve a protecção civil ? Não seria agora precisa uma acção concreta da protecção civil ? E porque não largaram a cimeira Ibero-Americana para saberem onde são precisas ajudas ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
Comentários
Enviar um comentário