A Voz Da Maioria Silenciosa e Silencida se Ouviu e Bem

Por causa do meu presente problema de saúde não consegui ir ver a manifestação organizada pela CGTP embora tivesse vontade de ir ver de forma a enriquecer este artigo com um trabalho de campo que poderia ser um dos melhores dos quase 9 anos de existência desta página que se aproxima da sua primeira década de vida.


Mas pelos meios de comunicação social deu para chegar a conclusão e até de uma forma bem rápida que o número dos 100 mil manifestantes teria sido com toda a certeza ultapassado porque ja estava o Terreiro do Paço cheio de pessoas e estavam a chegar ainda mais e segundo os artigos do Expresso e do Público, cem mil pessoas é a lotação do Terreiro do Paço, mas havia pessoas nos degraus do Cais das Colunas ou mesmo nas rochas e bancos de areia que ladeiam o dito Cais das Colunas.


Com toda a certeza foi mais do que uma simples manifestação do sindicato comunista, porque grande parte dos manifestantes não tinha cor política ou eram de sindicatos independentes como o caso das associações militares ou os sindicatos da polícia ou da GNR ou a comissão de trabalhadores da RTP para não falar nos milhares que sem qualquer filiação sindical ou partidária, a grande maioria silenciosa, saiu as ruas de Lisboa e disse ao desgoverno Passos Coelho que basta de tantos sacrifícios porque afinal com os tais sacrifiícios as contas públicas ficaram pior do que antes e a lei fundamental é violada a torto e a direito e a nação é vendida aos que derem melhor preço.


As únicas coisas que tenho que apontar de negativas: a não adesão da UGT que mostra a sua verdadeira forma de ser, colaboracionista com esta nova para-ditadura e foi algo de ainda mais condenável que foi o lançamento de petardos no meio dos manifestantes por parte dos estivadores ou de alguém que estava no meio deles e um dos lançamentos aconteceu no exacto momento que a SIC-Notícias fazia um directo da mesma manifestação e tais atitudes me lembraram quando foi uma manifestação de apoio a Pinheiro de Azevedo ainda nos tempos agitados do PREC, quando elementos da Polícia Militar detonam explosivos semelhantes durante a manifestação de apoio ao Almirante Sem Medo para espalhar o pánico, mas desta vez a maioria silenciosa foi mais forte e não se deixou calar.


Se eu fosse ao Führer Coelho apresentava a demissão e depois que o inútil do presidente da república que decidisse se aceita ou não a demissão do primeiro-ministro mas era o que fazia caso eu estivesse no lugar de Passos Coelho porque assim sempre seria uma chance de sair por cima em vez de ser corrido a toda força e sair de forma desonrosa e com a cara suja de vergonha e no caso de apresentação de demissão, na enventualidade da recusa o pepino ficava no colo do inútil do presidente da república, e caso esse mantivesse em funções o desgoverno Passos Coelho apesar do slêncio não silencioso da maioria silenciosa seria apenas considerado o mais inútil presidente da república de sempre e falo o termo "inútil" para tentar manter um certo nível porque por minha vontade chamava coisas mais bem piores.


O presente desgoverno se está a esquecer de um facto que o simples facto de nesta quinzena se entrar numa espiral eleitoral que começa com as eleições regionais para o Arquipélago dos Açores, as quais se seguem as eleições municipais em 2013, 2014 eleições para o parlamento europeu, 2015 eleições para o Arquipélago da Madeira e eleições gerais e 2016 eleições para o presidente da república e para os Açores (isto se não haver nenhuma dissolução de assembleia quer seja regional ou nacional ou municipal e todos os politólogos apontam as eleições que são antes e pouco depois de eleições gerais (sobretudo as de carácter nacional como as municipais) como teste a qualquer governo ou desgoverno e com esta espiral de eleições mexer em direitos fundamentais é um tiro no pé dado com uma bazuca.


Seria recomendável uma nova reunião do conselho de estado o mais breve possível para que o ruído enorme da maioria silenciosa seja ouvido pelos eleitos e hajam eleições gerais antecipadas porque a situação presente do país passou há muito os limites do suportável e tanta mentira e tantos golpes do presente desgoverno não justificam a sua permanência em funções e se por acaso a recuperação de direitos perdidos signifique o fim da república, então que assim seja; mas que as forças armadas se mexem porque já chegou há muito tempo a hora de mudarmos o estado a que chegarmos porque se não se mexerem as forças armadas são tão inúteis como o presidente da república e mesmo inúteis como o regime republicano.


E ficam as minhas perguntas de sempre, quase sempre sem resposta: Porque todos se calam ? O que pensa o presidente da república de tão grandes protestos de massas ? Porque a UGT não se juntou ? Aonde este protesto vai chegar ? O regime vai mudar ? O desgoverno vai cair ou não ? Será preciso uma revolução para os portugueses voltarem a ter direitos humanos e sociais ? Que caminho leva Portugal ? Para que nos serve a república e o seu presidente ? Chegou a hora de fazermos uma escolha directa: Ou estamos com a nação ou contra a nação ? Se este desgoverno é de facto contra a nação, então porque raios ainda está em funções ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar


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