Lisboa, Cidade das Casas Devolutas, Antes a das 7 Colinas

Este artigo de hoje é parte trabalho de campo e parte levantamento na imprensa sobretudo escrita e é feito apenas não só para variar sempre dos assuntos de sempre com as fraudes da da república nos tribunais e outros assusntos que de uma maneira ou outra são sempre recorrentes aqui neste recantos da blogsfera onde nunca vai entrar o acordo ortográfico.


Como desempregado e dependente do salário materno como é o meu caso, quanto tenho que tratar de qualquer assunto tenho boa parte das vezes que andar a pé sejam algumas dezenas de metros, bem como alguns kilómetros como andei a semana passada que de certeza foi o meu recorde em termos de kilometragem numa caminhada única que foi ir da esquina da Duque d'Ávila com a Avenida da República até ao Largo do Calvário a pé, mas quano se tem que ir tem-se mesmo que ir mesmo que se tenha que andar uns bons klómetros e nestas caminhadas pela mui nobre e sempre Leal Cidade de Lisboa o que vejo mais além de carros poluentes que cujas emissões me corroeram os ténis e me vão obrigar a procura de novo par de "pneus" para fazer as minhas caminhadas, são casas, prédios e lojas devolutas que só nas casas segundo o movimento de okupas que ocupou o 54 da Rua de S. Lázaro são 500 mil casas; mas o número é bem maior porque segundo outros estudos o valor chega quase aos dois milhões e meio de imóveis desocupados.


O muito empenhado nas festas de Junho para roubar turistas, perdão Festas da Cidade, ou um seu vereador disse há algum tempo que recuperar a cidade de Lisboa custaria 8 biliões de euros  (cerca de 1,6 biliões de contos, acho que o homenzinho fez mal as contas) que é  cerca de 4 vezes a produção de portugal antes da perca da soberania financeira e disse não ter meios para reconstruir a cidade dos descobrimentos.


Gostava de saber em quantos milhares ficou o mármore colocado no chão do Largo do Intendente e todas estas obras comésticas no eixo Anjos-Mouraria ao ponto daquelas obras intermináveis que são os prédios situados no lado poente do Martim Moniz em vez de irem para habitação social vão para serem vendidos a preços de mercado pela CML, enquantos os serviços da habitação social mandam as pessoas para os bairros ditos perigosos como Chelas, Curraleira, Galinheiras e outros deixando caada vez o centro da cidade mais morto e mais sem vida qual um cemitério ou algo semelhante.


Todavia hoje o ser mais inútil da república foi passear para a Mouraria, talvez para que lhe deem umas quantas sardinhas ou um manjerico porque o coitado que ganha dez mil euros por mês não pode tirar umas quantas dezenas de euros para gastar nos arraiais populares porque todo o pacóvio lhe dá tudo e ao mesmo tempo são capazes de recusar uma malga de caldo verde a um desgraçado que esteja a morrer de fome ao contrário do que manda o preceito do frade franciscano que cujo noite e dia lhe é dedicado.


E como a CML se queixa com falta de dinheiro para acabar com os prédios e casas devolutos no centro da cidade quando gasta milhares todos os anos na fantochada das festas cuja relativa utilidade apenas poderá eventualmente residir nos Casamentos de Santo António porque é sempre a forma que um par de desgraçados que não têm aonde cairem mortos sempre têm quem lhes pague uma boda decente porque o resto não vejo qualquer utilidade a não ser pescar turistas para serem assaltados como não bastasse o assalto do elevador de Santa Justa que cobra 5 euros por cabeça a quem não tiver o cartão com o bilhete pré-comprado devidamente carregado no cartão.


Com tantos assaltos permitidos, porque então a CML não dá vida ao centro da cidade cada vez mais despido de gente e com o risco sério de se tornar a maior favela de toda a Europa civilzada devido ao abandono que se encontra que é uma vergonha não só para a edilidade, mas sobretudo para o país que tem a sua capital transformada cada vez mais um cemitério onde cresce a marginalidade e as pessoas que antes eram o sangue da cidade estão encaixotada em bairros que nem aos animais interessam e é esta a gestão municipal de Lisboa nos últimos 40 anos que se limita a pensar nos turistas e cada vez a colocar fora da cidade os seus moradores em especial os mais jovens e desfavorecidos e depois anda o inútil de Belém a comer sardinhas de borla, o edil com ideias mais chanfradas que as músicas do Ozzy Osbourne quando este se metia no LSD, e Lisboa que foi a capital de um império, é cada vez mais um cemitério.


E ficam as minhas perguntas de sempre: Lisboa vai ser um deserto a beira-rio ? Porque não existem casas de baixo custo no centro de Lisboa ? Porque correm com as pessoas da cidade ? Para que servem as festas da cidade se quando quase ninguém mora no centro da cidade ? A cidade já não é das pessoas ? Aonde vão levar Lisboa ? Porque todos se calam com a desertificação de Lisboa ? Afinal do que nos serve as autarquias da cidade ? Se a cidade ficar deserta, para onde vai pastar o poder político da república ? O que significa Lisboa para a república ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar


 

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