Então Sócrates Porque Não Testemunhas ??
Mais uma avanço no caso Freeport o que é bom para se vender papel depois do quase anunciado fim do caso das sucatas é o novo testemunho da ex-dirctora regional do Ambiente e Ordenamento do Território, Maria Fernanda Castor foi ouvida de novo no Tribunal do Barreiro porque a gravação do seu primeiro depoimento não ficou capaz e quando foi confornatada pelo tribunal com os seus depoimentos na fase de inquérito confirmou que Sócrates se encontrou com dos suspeitos entre o segundo chumbo e a aprovação da construção do Freeport.
Maria Fernanda Castor confirmou ter estado presente numa reunião entre o então ministro do Ambiente, o coarguido no processo Freeport Manuel Pedro, o então presidente da Câmara de Alcochete, José Inocêncio, o ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza Carlos Guerra, o arquitecto Capinha Lopes e Rui Gonçalves, secretário de Estado do Ambiente na altura; reunião a qual aconteceu entre finais de Dezembro de 2001 e Janeiro de 2002, mais precisamente no dia 18 do mesmo mês.
E esta testemunha se lembrou quase por milagre desta reunião porque na fase de inquérito disse não se lembrar quem teria feito parte desta reunião e foi literalmente apanhada com as calças na mão com tamanhas contradições acabou por confirmar esta dita reunião, mas todavia ainda fica na dúvida qual a quantia paga à Sócrates para a aprovação da construção do Freeport em zona protegida.
Não fico surpreendido com este testemunho ou com outro qualquer que surja, apenas ainda me deixa assim algo que pensativo a ausência de Sócrates do tribunal do Barreiro sobretudo quando o seu nome já foi mencionado tantas e tantas vezes, e não digo como reú ou suspeito; mas como testemunha para dar a sua opinião dos factos ocorridos no início do presente século; estranho também é; apesar de haver tantos nomes envolvidos; haver apenas dois reús quando num processo deste hiper-complexo deveria de haver muitos mais e além disso não se ouvir a parte inglesa do Serious Fraud Office ainda é mais estranho porque parte generosa das provas que estão neste julgamente foram produzidos por este departamento policial britânico e que descobriu muitos detalhes que as autoridades policiais da república portuguesa nunca quiseram ver por pura e descarada conviniência política.
E como quase sempre ficam as minhas perguntas: Quando este caso apura culpados ? Porque Sócrates não testemunha ? Será que este caso terá alguma ligação com o caso das secretas ? Afinal que justiça existe em Portugal ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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