Censura Expresso

Há muitíssimo tempo, em especial depois de ter um acesso regular a internet deixei de comprar jornais regularmente, passando a ler as edições electrónicas dos vários jornais, apenas comprando ou jornais sem site capaz ou se ofrecerem algum brinde como DVD's ou algo de muito útil para o meu dia-a-dia e um dos jornais que deixei mesmo de comprar mesmo antes de ter internet foi um jornal que em tempos de Balsemão e de José António Saraiva um paladino da liberdade e até mesmo nos tempos finais do Estado Novo, quando foi fundado mexia em muitos tabus da altura.


Mas isto é um tempo passado, demasiadamente passado onde o jornal conhecido por ser uma resma de papel na forma mais literal em tempos de de José António Saraiva mostrava o declínio do cavaquismo quando se dizer mal de Cavaco Primeiro Ministro era equivalente a dizer mal de Salazar no Estado Novo e agora não passam duma versão dopada dum qualquer jornal de economia, falando demasiado em economia e reduzindo os seus antigos cadernos principais a papel higiénico de elite devido ao preço abusivo da respectiva publicação e agora mais recentemente aderiu ao aborto ortográfico.


E no jornal antes sediado na Duque de Palmela, agora existe censura; algo impensável mesmo quando havia censura em Portugal, e o alvo foi Mário Crespo e a sua coluna no dito pasquim porque o jornalista da SIC-Notícias acusou o protegido de Pinto da Costa, Miguel Sousa Tavares de ter ofendido o director da RTP, Luís Marinho,  e que o Expresso não cumpriu a lei do direito de resposta por parte de Luís Marinho a Sousa Tavares.


Pelo que sabe tudo começou numa coluna do protegido do Papa do Futebol nacional quando este fez uma reflexão a Luís Marinho sobre a censura feita ao programa de opinião da Antena 1, sobre a crítica ao regime ditatorial de Eduardo dos Santos, eterno chefe de estado de Angola e antigo turra separatista dos tempos da Guerra do Ultramar e Mário Crespo achou a coluna ofensiva para o director da Tv do Estado e apenas criticou uma atitude menos feliz da direcção do Expresso que agora está nas mãos do irmão mais novo do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Ricardo Costa que adoptou aquela aberração que o governo nos quer obrigar a usar chamada aborto ortográfico num jornal que era muito similar ao Sol em termos de reportagem de investigação mas que agora se tornou um jornal de elites muito semelhante ao extinto Semanário em vez de ser um jornal com menos elite e mais povo.


Este caso de protecção a Sousa Tavares correndo com alguém que fez apenas uso da sua perrogativa da liberdade de expressão, mostra o quão o Expresso mudou e o mesmo jornal dá a desculpa que as palavras de Sousa Tavares têm 1500 caracteres e a resposta de Luís Marinho tem 6000 e por isso foi editada e reduzida a uma reles "Carta ao Director" e pelo que leio quando acho algum jornal numa paragem ou me dão algum em alguma firma de comunicações, os direitos de resposta não estão condicionados a nenhum limite de letras, mas sim estão condicionados a resposta do visado num certo artigo numa qualquer publicação sendo muitas vezes estes direitos de resposta, artigos de página inteira ou mesmo frente-e-verso ou publicados como grandes anúncios classificados para que todos possam ler, mas nunca condicionados em relação ao tamanho.


Foi uma desculpa de mau-pagador para se ver um jornal que se pensava independente de todos os  partidos embora fosse tendencialmente social-democrata; se transformou numa espécie de jornal  "Época" (jornal dos tempos do Estado Novo, conotado com o regime) das elite que pensam que são Deus ou o Papa quando apenas são homens e mulheres iguais a todos os outros e outras mas que pensam que são como os porcos que são mais iguais que os outros animais, mas que ao fim das contas são tão animais quanto os outros.


Eu não sou comprador do Expresso, embora deite um olhar para a sua edição electrónica que quando é para desenvolver conteúdos dos artigos que estão apenas reservados para assinantes mostrando assim a sua vertente mais elitista que nunca o foi nos seus bons tempos apesar do seu preço excessivo, mas não nos podemos esquecer que o Expresso sempre gastou mais em papel do que em notícias chegando a ser bem satirizado no Herman Enciclopédia onde era chamado de Expesso, vinha num saco de saripilheira, pesava umas quantas dezenas de kilos e vinha literalmente com tudo desde pensos higiénicos a uma casa no Algarve e daí o seu preço sempre elevado que nem sempre revelava qualidade.


Enfim mais um episódio de censura em plena democracia e que mostra que na democracia o verdadeiro inimigo é outro que não aquele que se se quer sempre calar ou prender, porque este apenas das duas uma ou serve alguém ou sabe a verdade incómoda que ninguem quer que se saiba porque apesar de estar numa suposta democracia ainda existe muita censura censurada.


E ficam as minhas perguntas: Voltou a censura ? Afinal num jornal já não pode haver contraditório ? Porque de novo um problema com Mário Crespo ? O que diz a ERC ? O que é isto afinal ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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