Coelho Com Caçador XXIV, O Santo Ofício Ou Comissão de Censura

Escolhi este artigo exactamente para hoje de propósito, não que já não o tivesse em mento, porque até já o tinha, mas quis esperar por mais material e sobretudo porque hoje passam 25 anos da morte do cantor que foi a senha principal para a revolução de Abril que cada vez parece mais esquecida por um país cada vez como menos valores, e passados 25 anos da morte de Zeca Afonso, nunca Portugal foi tão abusado pelo poder da república como o é no tempo presente com um desgoverno que não passam duns ministros-presidentes dum qualquer länder alemão sem qualquer pinga de soberania em todas as formas que possam entender de soberania.


Agora mais uma prova de como ainda existe censura em Portugal mesmo quando passam praticamente 38 anos do dia em que foi o primeiro do resto das nossas vidas e a mais recente obra do braço da censura da república foi feita naquela rádio que nos habituamos a chamar "rádio do Estado", antes foi Emissora Nacional e nos tempos mais recentes RDP/Antena 1, 2 ou 3, ou mais recentemente RTP-Rádio (mas mantendo as desginações "Antena...."), mais precisamente no programa de debate "Este Tempo" que fo retirado do ar devido uma mais do que corrosiva crítica do seu apresentador Pedro Rosa Mendes ao facto deste ter criticado com especial sanha o facto do programa que é mais ou menos de debate da RTP "Prós e Contras", ter emitido em direito de Angola, mais precisamente da cidade que era a pérola do império ultramarino português, Luanda; em especial quando se pede contenção nas despesas públicas.


Pelo que sei, a RTP ainda é do Estado e tem que seguir de forma estrita as directivas da troika, mas neste caso particular não foi o caso e como a antiga província ultramarina de Angola e em especial o ditador e ex-terrorista do MPLA que foi sustentado por Moscovo, José Eduardo dos Santos foi visado nesta mesma coluna; este mesmo jornalista foi afastado da RDP com a desculpa de que os contratos do programa tinham caducado, tal atitude levou a demissão em bloco da direcção de informação da Emissora Nazi, perdão Nacional; e a confirmação perante a comisssão parlamentar que foi criada e até o provedor da mesma rádio, o antigo jornalista e apresentador de telvisão, Mário Figueredo, assume que esta retirada do ar foi "um acto ilícito".


Está visto que Angola voltou a ser mesmo assunto tabu nos media portugueses, em especial naqueles de largo espectro (não estou a falar dos antibióticos como o clamoxil ou o amoxicilina) como a rádio e a televisão, um tabu quase semelhante ao que era sentido nos tempos da guerra do ultramar que certas palavras ou omatopeias eram consideradas tabu por terem uma ligação dúbia à antiga província ultramarina, e por exemplo depois dos massacres de colonos brancos feitos por membros da UPA, não se poderia dizer "upa" em público porque se poderia entender como apoio aos "turras", e passadas dezenas de anos destes massacres; Angola e especial o criticar do regime pró-soviético que está no poder da antga província ultramarina portuguesa desde da sua independência é um delito de opinião e se há violação do direito constituicional de liberdade de expressão; então que se puna esta violação e é para estes casos que serve o presidente da república como defensor da constituição e não como um simples mordomo que manda a maria (aqui com o sentido de criada) servir um cházinho verde (porque café é reles) com uns pastelinhos de Belém.


Ora senhor professor Cavaco Silva, quando o senhor era primeiro ministro fez uma brincadeira semelhante a um programa de Herman José, mas neste caso ainda teve a clareza e a vergonha na cara que a retirada do programa Humor de Perdição quando apenas faltavam dois episódios para o fim da temporada (e do contrato, aqui havia mesmo um contrado a findar-se) foi devido a uma censura aos conteúdos do programa de tv, mas neste caso é mesmo censura e não se trata de um qualquer atentado ou gozo a símbolos ou personalidades históricas de Portugal, como foi o caso do Humor de Perdição, mas sim uma crítica a uma das mais sanguinarias ditaduras africanas e que nunca foi um símbolo de Portugal, acontece que a família do ditador Eduardo dos Santos se tem afiambrado com partes generosas de empresas portuguesas estratégicas ou de charneira e como este dinheirinho vai para os luxos e para os gastos da república não convém que a república morda a mesma mão que decepou uma geração que é a mesma que dá comidinha ao regime republicano, ora tenham uma vez que seja vergonha na cara e digam o que fizeram e o corrijam e o silêncio do inútl do presidente da república prova a sua verdadeira utilidade e em último caso a inutilidade do regime chamado república.


E ficam as minhas perguntas de hoje: Que vergonha é esta ? Aonde para a liberdade ? Para quando liberdade de expressão em Portugal ? Porque matam o 25 de Abril ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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