Jacobinos Ingratos, Como São Capazes de Não dar a Ordem da Liberdade a Infanta de Bragança ?
Ao desfolhar a edição electrónica do Público me surpreendi com a notícia que a Infanta de Bragança; tia de D. Duarte Nuno, Duque de Brangaça; Dona Maria Adelaide de Bragança van Uden vai receber uma condecoração da república apenas aos 100 anos de idade pelo trabalho de uma vida inteira em prole do ser humano e da liberdade em especial da liberdade do mundo ser mundo.
Esta quase certa candidata a ter uma árvore com o seu nome no Jardim do Yad Vashem, e vai ser mais um português, neste caso uma portuguesa a ser reconhecida como Justa entre as Nações e digo isto porque D. Maria Adelaide (curioso, o nome da minha bisavó, coincidência daquelas) lutou na segunda guerra mundial contra o 3º Reich e esteve num campo de prisioneiros pronta para ser fuzilada como membro da resistência austríaca e foi salva da morte graças a intervenção daquele senhor de Santa Comba Dão cujo nome parece ser um ultraje dizer.
Acontece que apesar daquela que foi chamada de "Infanta-Rebelde" ter sido uma prisioneira de guerra do 3º Reich não vai receber a Ordem da Liberdade ou condecoração semelhante, mas sim apenas a Ordem de Mérito Público, que também pode ser atrbuída a um funcionário público com 30 ou 40 anos de trabalho exemplar se podendo se colocar esta condecoração abaixo das ordens de bravura dos bombeiros ou as medalhas de ouro municipais, ou seja, um ultraje; apenas mais um; da república que tal como fizeram com o cônsul Arisitides de Sousa Mendes que muitos anos depois da sau morte e demasiados anos depois do 25 de Abril foi lembrado pela república apenas com a Ordem da Liberdade, quando em França ou em Israel recebeu as mais altas honrarias, mesmo póstumas mas antes do Estado Português lhe as ortugar a sua famíia que ainda teve dois filhos que fizeram parte dos heróis do desembarque da Normandia, mesmo assim apesar de ter salvo dezenas de milhares de vida humanas, apenas lhe foi atribuída a Ordem da Liberdade quando deveria de lhe ser atribuída a Ordem Santiago Espada ou mesmo a supremas das condecoraçoes a Ordem de Torre e Espada.
E com Dona Maria Adelaide de Bragança Van Uden vai acontecer o mesmo, não que acabe miserável como o Schindler Português, mas fo sempre uma esquecida da república, que desafiou o verdadeiro Anticristo antes de aparecer Bin Laden, o maior assassino da história da humanidade; e esta mulher de coragem que não pensou em si, mas na sua pátria de adopção, a Áustria e sobretudo num bem maior que é a humandade apenas leva uma medalha de mérito infeiror até em graduação a uma medalha de bravura dos bombeiros.
Bolas para tanta ingratidão são capazes de dar as maiores ordens honoríficas do país a qualquer monte de esterco que esteja a estragar o mundo, mas a uma mulher corajosa e única no seu tempo não querem da a Ordem da Liberdade a uma cidadão digna do nome de "cidadã" que enfrentou o maior inimigo da humanidade dos últimos 300 anos; não me venham com tretas, esta atitude ingrata mostra a noção de valores da república que apenas premeia o mérito daqueles que lhes convém esquecendo a coragem, a liberdade e altruísmo de grandes homens e grandes mulheres de todos os quadrantes sociais e Dona Maria Adelaide quando questionada sobre o que é ser parte da resistência austríaca contra os nazis responde assim: foi uma reacção natural com algo com que não concordava. Era-lhe impossível viver num mundo assim.
Talvez se tenham lembrado de Dona Maria Adelaide por passar a barreira dos 100 anos e que seria algo desprestigiante para repúblca ignorar esta heroina de guerr que é apenas mais uma de uma míriade de esquecidos pela república, mas já que Dona Maria Adelaide lutou contra a real incarnação do Mal mais Malévolo que houve no século XX da Era de Cristo; o mínimo seria a Ordem da Liberdade e nunca uma ordem de tão baixo valor como a Ordem de Mérito; é incrível como são capazes de uma infâmia destas, quando chegaram a dar a Ordem de Cristo a Sacana Lopes, que país triste e ingrato é Portugal que nunca quer reconhecer os seus verdadeiros heróis; sublinhe-se que a actividade humanitária de Dona Maria Adeliade, Infanta de Bragança, não se limitou apenas aos tempos da II Guerra tendo também desenvolvdo obras de protecção social na margem sul do Tejo onde através quer da Fundação Nun'Alvares, exinta após o 25 de Abril, como em nome próprio ajudou várias pessoas de forma discreta sem ser preciso se gabar que ajudou, quem sabe seguindo o preceito do Alcorão que defende que a melhor esmola é aquela que é dada de forma a quem só quem recebe e quem dá é que sabem da existência da esmola além de Deus em si como omnipresente; e embora Dona Maria Adelaide reconheça mérito em Salazar por esse ter sanado as contas do país mas esteve sempre contras os métodos usados por este e muito provavelmente está contra o Sr. Coelho e a sua pandilha
E ficam as minhas perguntas de sempre: Para quê tanta ingratidão ? Quem é para esta república um herói ? Quando a ingratidão acaba ? Quem manda nesta coisa das ordens honoríficas ? Será que se ser filho da mãe tem mais mérito em Portugal ? Para que nos serve a república e o seu presidente ? Porque nunca é reconhecida ou raramente reconhecida a obra de portugueses e portuguesas quando estes são vivos ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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