Não Têm Verba Para o Subsídio de Patrulha...mas...
Como todos nós sabemos, os polícias de baixa graduação, aí no máximo até chefe de esquadra; se podem incluir naquele enorme mar de gente que são os quadros baixo, médio-baixo e médio da função pública, onde ainda aparecem os médicos e os enfermeiros como cabeça e como os pés aparecem contínuos e profissões semelhantes.
E por isso um polícia médio ganha vergonhosamente mal, até um chefe de esquadra ganha mal para a responsabilidade que tem, tanto o chefe como os subalternos e com uma lei que prende de pés e mãos as autoridades policiais e para ainda mais ajudar a situção precária dos polícias querem tirar o subsídio de patrulha que apesar de ser pago mesmo quando os polícias estivessem de férias sempre daria alguma dignidade ao salário dos polícias que nas categorias mais baixas chegam a ganhar menos que um administrativo da função pública se tirarem este mesmo susbsídio e se sabendo que uma renda duma casa digna ronda os 450 euros, uma letra de uma casa 500 a 600; e se juntarmos as despesas que uma casa dá, como pode um polícia sobreviver com 700/750 euros no bolso ? Bem se ficarem na casa dos pais, ou se forem casados e viverem na casa dos pais ou dos sogros conseguem sobreviver, mas agora com este salário se forem sózinhos só dá se for para viverem em pensões que nem se desejam ao pior inimigo e depois não estranhem que os polícias e os soldados da GNR se suicidem ou que façam actos menos lícito ou cheguem mesmo a desviar verbas das apreensões, ora que porra também precisam de sobreviver.
Mas ao mesmo tempo em que querem por os polícias de base a passar fome e a viver em pensões que nem para os animais servem, andam os comandates nacionais ou gerais das forças da ordem a irem passear ao exterior em viagens de primeira classe quando a presente crise e austeridade recomentadava que se viajasse em segunda, mas vão em primeira como convidados de uma reunião de chefes de polícia das antigas províncias ultramarinas, agora chamadas pomposamente de PALOP que se vai realizar em Luanda, a capital da pérola do nosso antigo império colonial que por acaso agora está a entrar no tempo quentinho enquanto aqui em Lisboa já se tem que andar de camisola.
Não se compreende e nem se admite ver os polícias que dão o coirão por este país, que servem de capacho a todos os poderosos desta república dos Bananas e que já muitos passaram do limite do tolerável e esta attude dos comandantes gerais é uma atitude infame e vil porque enquanto um polícia ou um chefe de esquadra ganham pouco mais de mil euros com o subsídio de patrulha, os senhores comandantes gerais ganham várias vezes este valor que em Portugal significa apenas miséria e fome que são os mil euros.
De estranhar a atitude do minstro da tutela que ainda um dia destes veio para as parangonas da imprensa avisar para que nas manifestações que se vão realizar dia 22 de Novembro para que a "ordem pública fosse respeitada" mas não vê os chefes daqueles que lhe protegem o coirão vão comer por conta destes mesmos otários que lhes protegem o lombo e não dá o exemplo ao cortar estas viagens que podem ser feitas em segunda, mas como são chefes, são chefes e têm o que querem e gostava de saber que raio de democracia é esta em Portugal onde uns nada ou pouco têm e outros ficam com tudo e duvido que fosse isso que os capitães de Abril queriam que portugal se tornasse.
E ficam as mesmas perguntas que ninguém sabe responder: Porque os chefes não podem viajar em turística ? Porque uns têm tudo e outros nada ? Porque o ministro da Administração interna não vê isto ? Será que os seus óculos não deixam ver ? Porque todos se calam ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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