Portugal a Democracia que se Transformou na Distopia do Dinheiro a qualquer Custo

Nota de introdução: Distopia = Uma Distopia ou Antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utópica ou promove a vivência em uma "utopia negativa". São geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo bem como um opressivo controle da sociedade. Nelas, caem-se as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. Assim, a tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, de instituições ou mesmo de corporações.


 


 


Tal como digo no título desta entrada, Portugal onde se pensava estar numa democracia pelo menos depois do 25 de Abril e do PREC, afinal a realidade é outra bem tenebrosa como num livro distópico, a diferença é que entre obras como "A Peste Escarlate" de Jack London ou "O Homem do Castelo Alto" de Philip K. Dick, ou ainda "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, obras as quais podemos acrescentar "1984" e "O Triunfo dos Porcos" de George Orwell e a lista não ficaria por aqui apenas.


É que para grande desgosto daqueles que viveram o fogo revolucionário dos anos 70 do passado século XX e para aqueles que verdadeiramente sentiram o assassinato de Sá Carneiro e dos seus acompanhantes bem no fundo da alma no ponto de vista político devem estar a pensar nesta altura, que raio de país é Portugal ou em que merda se transformou Portugal e esta suposta crise está a destapar a careca desta verdadeira Matrix que se chama república portuguesa e o uso da palavra Matrix é com o mesmo sentido do título da trilogia cinematográfica dos irmãos Wachowski e protagonizada por Keanu Reeves, mas enquanto no caso das distopias literárias ou cinematográficas que se baseiam em assuntos actuais à data da sua primeira publicação criando, embora com bastante dose de ironia e algum sarcasmo e até mesmo sátira um universo paralelo àquele do que existe a volta do autor à a data da criação do livro ou argumento do filme; no caso português a história é outra.


É que no caso português não existe universo paralelo, mas sim é uma única linha espaço-temporal sem qualquer universo paralelo onde apenas existe uma coisa: dinheiro e mais dinheiro sempre para os mesmos e as classes menos que se lixem a sustentar os mesmos de sempre e aguentar no lombo toda a bosta de aumentos que queiram fazer, todos os assaltos que possam imaginar desde que seja autorizado e validado pelo governo, algo semelhante a uma carta de corso para que o povo trabalhador e doente, os vulgares mortais sejam assaltados de toda a maneira e feitio e quem não consegue apresentar o novo documento de identificação que é o cartão de crédito dourado ou as notas de 50 euros aos montes, é marginalizado e monitorizado pelo Grande Irmão ou coisa que o pareça.


E não falo apenas nos robots que trabalham como administrativos nos hospitais aqui no burgo republicano e fétido de seu nome Portugal, que quando ao ver alguém no estado que se convencionou chamar "choque" em terminologia médica, apenas se limitam a dizer: "são xxx euros de taxa moderadora, se não pagar pode ir para tribunal", de facto uma boa frase para se ouvir quando se está com uma crise de asma ou com enxaquecas que provoquem fotofobia entre outras possíveis queixas; além destes robots, podemos juntar o anunciado aumento dos remédios que vai colocar ainda mais em risco a vida de MILHÕES DE PESSOAS porque além de aumentar o preço em si dos remédios, o governo vai tirar ainda mais apoios na medicação o que afecta em especial idosos e doentes crónicos que cada vez mais vão literalmente pagar para viver e ao acrescentar a este lindo panorama distópico vão ainda mais aumentar as taxas moderadoras e reduzir quem tem direito a isenção de taxa moderadora o que mostra o vício por dinheiro do mundo do poder e a verdadeira distopia onde apenas quem tem dinheiro tem direito a sobreviver e os outros que se lixem e morram para um canto qualquer abandonados, qual fosse uma espécie de genocídio de raça inferior de "O Admirável Mundo Novo".


Mas nem pensem que a distopia Portugal é apenas na saúde que segundo a sua lei fundamental é "tendencialmente gratuita" estando a aberta a abusos em termos de pagamentos abusivos enquanto no tempo do Antigo Regime do Estado Novo ninguém pagava para ir a um hospital e quanto muito se poderiam pagar apenas os internamentos, mas se o cidadão estivesse inscrito ou na caixa de previdência (actual segurança social) ou num qualquer sindicato da classe profissional ou subsistema de saúde relacionado com a sua profissão, não pagava a ponta de um corno, agora depois se ter criado um Sistema Nacional de Saúde por obra e graça de um membro da maçonaria mais precisamente do Grande Oriente Lusitano (obediência seguidora sobretudo do rito francês, mas que também segue o rito de York, ou rito escocês antigo e aceite) que chegou a ser grão-mestre, uma lei ambígua e sujeita a toda a espécie de arbitrariedade de um qualquer governo, enquanto no tempo da velha senhora não era preciso haver SNS para se ter saúde pública de borla.


Esta distopia em que se transformou Portugal também é distópica nos chamados transportes públicos que vão levar aumentos brutais chegando em alguns casos aos 50% ou roçando os 100% de aumento, por exemplo em Lisboa os bilhetes pré-comprados de metro e transportes à superfície (autocaros e eléctricos) passam de 90 centavos para 1 euro e 5 centavos e os bilhetes de rede passam de 1,15 para 1,30 e os passes só para um transporte, ou seja só metro ou só autocarro ultrapassam a barreira psicológica dos 20 euros mensais e nos autocarros da carris as tarifas de bordo passam nos autocarros de 1,50 para 1,75; nos eléctricos de 2,50 para 2,75; nos elevadores (menos o de Santa Justa) do roubo de 3 euros para 3,50 e o rei da festa é o elevador de Santa Justa cuja tarifa de bordo passa de 3 euros para 5 euros e se fosse acrescentar a lista total dos aumentos nos transportes seria pornográfico e se perguntava aonde estão os tomates dos portugueses para começarem a partir esta merda toda e acabar com os roubos desta Matrix que está no poder.


E há mais para acrescentar na lista distópica, uma lista de produtos semi-essenciais que serviram como bitola embora não sejam os únicos que apresentam estas diferenças: a lista é constituida por um Apple IPhone 4 com 16 gigas de capacidade, um IPad 1, uma máquina fotográfica Nikon Coopix S3000, um par de calças Levi's 501, um perfume Hugo Boss XY e um canivete Victor Inox Spartan (o verdadeiro canivete suíço) e por favor não desmaem quando virem a lista:


 


O IPhone em Portugal (salário mínimo 475 euros, médio 700) = 716 euros


idem      na Alemanha (não tem salário estabelecido por lei, mas os salários rondam os 2000 a 4000 euros) = 508 euros


O mesmo aparelho....  no Reino Unido (salário mínimo 1700/2000 euros) = 641 euros


E nos EUA  o mesmo aparelho (com salário mínimo de cerca de 1100 euros, curioso aqui em Portugal um enfermeiro ganha pouco mais de 900 euros) o mesmo aparelho custa.....379 euros, ou seja, metade do que custa em Portugal embora o salário mínimo seja o dobro


 


 


O IPad em Portugal com o salário mencionado acima: 543 euros, na Alemanha 407, no Reino Unido 352 e nos EUA 287 euros.


 


A Nikon: em Portugal custa 130 euros, na Alemanha 92 euros, no Reino Unido 95 e nos EUA 115


 


O par de calças: em Portugal 44 euros, na Alemanha 23 (metade com salários quase 10 vezes maiores, alguém explica ?), no Reino Unido 37 e nos EUA 28 euros


 


E agora passo ao canivete que em Portugal custa 30 euros, na Alemanha 16, no Reino Unido 14 e nos EUA 13


 


Para acabar com bom cheiro, o perfume Hugo Boss: Em Portugal se cobra 45 euros, na Alemanha 31, no Reino Unido 38 e nos EUA 24...


 


 


Lindo este assalto permitido por lei e não é apenas neste cabaz escolhido pelo jornal Destak que se prova que na distopia Portugal há apenas um linha de pensamento, mais dinheiro e mais dinheiro e quem estiver contra sofre consequências e ainda posso acrescentar a lista o custo de um livro que ando a procura a algum tempo de seu título Siddartha de Herman Hess que numa edição francesa custa apenas 3 euros e na edição portuguesa custa quase 15 e ainda se poderia falar nos CD's e DVD's de importação que são escandalosamente mais baratos do que os editados em Portugal.


Este estado de coisas não se admite, ver potências económicas onde os salários médios são várias vezes maiores que os nossos com preços inferiores em todos os bens e não apenas nesta amostra que veio no Destak que a coisa é tão grave ao ponto de aqui ao lado em Espanha uma bilha de gás de 13 kilos de butano custar entre 8 a 9 euros e em Portugal poder custar 24 e ninguém nesta distopia nada faz porque os seres inferiores continuam a pagar os seus impostos, a pagar mais por menos estado, ter que andar com 50 a 200 euros no bolso  para comprar os remédios que precisa, cada vez há mais fome em Portugal e cada vez há mais corrupção ao ponto dos administradores dos Estaleiros Nacionais de Viana do Castelo ganharem 30 mil euros por mês, enquanto boa parte dos funcionários vão ser despedidos e há o risco de falência da empresa que por acaso é 100% pública.


De certeza que não foi isso que os Capitães de Abril tinham em mente, mas é o que está a acontecer, estamos a chegar a um estado a que chegamos que nunca se chegou no tempo da ditadura, um estado a que chegamos explorados por um Estado que se diz democrático mas que nos rouba os direitos e temos que pagar mais impostos, uma democracia que está a caminhar para um subtil genocídio com o aumento dos remédios, dos impostos e das taxas moderadoras, dando origem a mais mortes e menos despesa para o Estado, e por outro lado obriga os seus funcionários a darem 40 a 50 anos de serviço para terem uma reforma completa que pode vir a ser decepada por este imposto sobre o subsídio de Natal.


Uma coisa é quase certa. Portugal como nação democrática nunca existiu depois de 1910, tem estado cada vez pior e agora o vício por dinheiro a tripa forra chega a ser mais doentio do que a fobia anti-comunista dos tempos do Estado Novo, mas nas eleições em vez de votarem nos partidos pequenos e colocar, quem sabe os nacionalistas no poder para ver se esta merda leva limpeza, não o fazem continuando a eleger o mesmo e se esquecendo que quem tirou Portugal do lodaçal que tinha ficado da primeira república terrorista foi Salazar e nem pensem que Passos Coelho é como o professor de Santa Comba Dão, é que nos tempos de Salazar ou comiam todos ou não comia nenhum, agora na democracia, os porcos comem a ração quase toda e deixam o resto da lavagem para os desgraçados que os sustenta qual Atlas ao segurar o mundo às costas.


E ficam as minhas perguntas de sempre: Existe democracia em Portugal ? Estamos na Quinta Manor de "O Triunfo dos Porcos" ? Estávamos melhor na ditadura ? Aonde para a democracia ? O que é Portugal, um país ou uma distopia ? A que se deve este vício por dinheiro ao roubar aos que menos podem ? Porque não seguem o paradigma sueco e cortam os mimos aos políticos ? Foi para isso que se fez o 25 de Abril ? Quando volta a haver justiça social em Portugal ? Agora paga-se para viver, já não basta se pagar para se ser enterrado ? Em que merda se tornou Portugal ? Será precisa uma nova revolução ? Para que nos serve a república e o seu presidente ? Se chegamos ao estado que chegamos porque não votam na extrema direita ? Ou será que os votos são manipulados em Portugal ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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