Mais Uns Quantos Esquecidos da República....
Hoje ao ver o program de reportagem da RTP - 1 chamado Linha de Frente tomei conhecimento de mais um caso, de entre muitos, como os nossos antigos combatentes são tratados como cães desprezados por um estado que mandou para 3 frentes de batalha pelo menos duas gerações de jovens para lutar pela manutençao de um império que chegou a ser questionado pelos prórpios governadores das respectivas províncias ultramarinas.
Dentro desta lista se encontram os chamados combatentes nativos que para quem não conhece o termo, eram soldados, alguns tendo passado a oficiais de baixo nível, recrutados entre os habitantes locais das províncias ultramarinas para todas as áreas, desde da guerra convencional até as operações especiais, passando por especialidades como enfermagem ou cozinha. Acontece que aquilo que a RTP mostrou foi apenas uma parte de muitos destes miltares que devido a guerra do ultramar ficaram com sequelas, sejam elas físicas ou psicológicas, tendo direito portanto a uma pensão como deficiente das forças armadas devido a sua defiência ou doença ter sido provocada ou intensificada devido à guerra.
Acontece que muitos deste soldados portugueses tiveram que sair as suas custas das suas casas, nas antigas províncias ultramarinas, agora PALOP, para virem tratar da papelada para receberem a sua pensão, que até mesmo quem combateu mesmo sem ter ficado deficiente merecia receber, e pensavam que a espera iria só durar um mês; acontece que se enganaram e ainda estão a espera dormindo em quartéis por bemplácito do ministério da defesa que está a ajudar (segundo este mesmo documentário) estes soldados em dificuldades, acontece que muitos já morreram a esperar e já estão aqui a espera há mais de 9 anos o que é uma vergonha para Portugal.
Muitos podem pensar que estes soldados estão aqui para se enconstarem a parede, nunca nada foi tão errado porque cheguei a conhecer um destes combantentes na pensão onde sobrevivo, que combateu na Guiné - Bissau sendo um oficial de cavalaria, mas mesmo tendo a patente e algumas dificuldades de locomoção ia todos os dias trabalhar quando merecia gozar a sua recompensa por ter servido a república; é triste uma país como Portugal nunca ter reconhecido e nem reconhece os seus veteranos de guerra como parte da sociedade e os marginiliza, os deixando chegar ao extremo da miséria humana, enquanto existem umas senhoras romenas que andam a pedir esmola e a assaltar supermercados e chegam a recber mais de mil euros por mês em subsídios e continuam sem fazer nenhum, de facto vale mesmo a pena uma pessoa dar a vida por esta república ou a ser eleitor.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Porque não dão a protecção social devida aos veteranos ? Aonde está o reconhecimento destes milhares de homens ? Afinal aonde está o patriotismo da república ? Será que vale a pena dar a vida por Portugal ? Porque dão tanto a quem não merece e quem merece nada tem ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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