Bem-Feita Otários....
Muito nos últimos dias se tem falado em crise e FMI e austeriadade e nem sei que mais, mas aconteceu que neste fim de semana da Páscoa que coincidiu com o 25 de Abril ser a uma segunda-feira dando origem a um fim de semana de 4 dias e com o calor que veio nas primeiras semanas do corrente mês de Abril era um convite para a praia, mas em vez de irem para as praias para aquelas que qualquer um de nós damos a chamada escapadinha de um ou dois dias, ou do tipo sair de casa ao pequeno-almoço e voltar ao jantar.
Mas não muitos otários foram passar fome, cortando no comer e nos gelados para dizer que foram férias para o Algarve e foram para lá molhar a bilha na praia, mas acontece que o tempo pregou uma partida e umas bátegas de chuva estragaram as mini-férias, bem a mim me lixaram a sinusite assintomática, e os otários que foram passara fome para dizer que iam ao Algarve levaram um banho de água gelada.
Nos meus tempos de liceu, os meus colegas quanto muito ou iam as praias da periferia de Lisboa ou em excursões feitas pela escola ou mais recentemente iam naquelas decadentes viagens para finalistas para Llorett del Mar, mas para mim as férias foi sempre ir um dia ou um fim de semana para casa dum tio que morava no Bairro da Encarnação (e não posso passar na zona de Caselas porque o alinhamento das casas é muito semelhante e me faz recordar bons tempos que já não voltam) ou então ficar em casa sempre a ler ou ver tv ou a jogar consola quando as comecei a ter, mas nunca estas todas XPTO, mas assim aquelas falsificações deprimentes da NES e da Atari, mas mesmo assim dava para entreter, ou quanto muito a dar uma caminhada ou um passeio de eléctrico e caso o dinheiro chegasse mais um passeio de comboio e num desses passeios de comboio fiz a minha estreia de idas a Sintra, ainda nos tempos de Edite Estrela como edil da Vila - Património da Humanidade onde Lord Byron viveu e se inspirou e o Palácio da Pena mandado construir por D. Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha (rei consorte de Portugal e avô consta dos compêndios de arquitectura como obra-prima do romantismo (não cheguei a visitar tal, mas está a lista dos sítios a ver no futuro por mim).
Estes meus passeios de Páscoa em valores actuais nunca passariam dos 30 ou 40 euros para 3 pessoas comer, viagens ou mesmos que se comprem umas recordações talvez passasse aos 60 euros e sempre me contentei assim; walkman nos cornos, umas pilhas sobressalentes no bolso, duas cassetes no outro, umas pastilhas elásticas e dinheiro no bolso, mais nada.
Bem agora acrescentava o telemóvel e a bomba da asma e trocava o walkman e as cassetes pelo mp3 com bateria carregada, mas de resto ia com o mesmo pacote para sobrevivência, porque apenas levo um pouco mais de coisas quando vou a casa da minha irmã, o extra é o computador, a pen de acesso a net e os meus remédios para não falhar as tomas porque se falho alguma toma depois tenho azar, mas de resto nunca mais de um dia para outro; mas uma semana no Algarve, são doidos e depois dizem que não têm dinheiro para pagar a tv cabo ou a letra da casa; ora curem-se comam amêndoas e fiquem em casa a ver o Ben-Hur.
E ficam as minhas perguntinhas de sempre: Se vão para passar fome, porque não ficaram em casa ? Porque são otários ? Querem ficar sem dinheiro porquê ? Se queriam passar fome então porque não meteram um mês de baixa assim ficavam um mês sem receber salário ? Aonde está a consciência nacional ? Existe alguma crise ? Estão a espera que tudo se afunda ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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