Parece Saído Da Série Dr. House
Bem, embora me canse, adoro afazer artigos de fundo porque além de me recordar os tempos de escola em que tirava notas acima de entre 15 a 20 valores em Tradução de Inglês (nota média, rói-te de inveja Sócrates sou melhor em inglês do que tu) e sempre descarrego a energia que tenho no coiro e quando são alguns milagres da medicina ainda mais gozo dá fazer estes artigos.
Através dum artigo do Expresso desta semana soube que no Hospital de Santa Maria fizeram algo que foi feito no Reino Unido e que eu pensava apenas ser de ficção porque só vi algo semelhante no episódio da série Dr. House com o título Autópsia (Autopsy, no original) onde aí o médico insano que me lembra por vezes um certo médico que eu conheço há alguns anos, faz literalmente um reset a uma miudinha com 9 anos que sofre dum cancro em estado terminal que como do nada começa a sofrer de alucinações, apesar do cancro da criança mostrar sinais de remissão e as alucinações eram provocadas por um coágulo alojado junto a amígdala, região do cérbero onde se sente o medo e o coágulo é removido fazendo o tal reset que é provocando hipotermia extrema descendo a temperatura corporal da criança até aos 21 graus cenígrados durante 60 segundos e perto deste prazo limite o coágulo é detectado e a criança salva.
E a técnica importada do Reino Unido não é tão extrema como a do Dr. House (para mim este é o melhor epsódio da série) e a técnica usada aqui no burgo no hospital de Santa Maria consiste em arrefecer recém-nascidos com partos normais extremamente complicados quando o feto fica preso no corpo da mãe e não dá mesmo nem para fazer cesariana e o cérbero e a técnica em consiste no arrefecimento controlado do fecto até aos 33,5 graus durante 72 horas com monitorização constante para ver se ocorrem convulsões e caso aconteça, estas serão tratadas com a terapia adequada e depois deste fase o corpo da criança é aquecido muito devaggar até aos 36,5 graus e passada uma semana a criança faz uma ressonância magnética para verificar a existência de qualquer lesão cerebral.
Felizmente há casos de suscesso como diz o períodico fundado por Pinto Balsemão como caso do chamdo bebé Cerejo como é conhecido Dinis entre as enfermeiras da Unidade de Cuidados Intensivos de Neonatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa; este bebé quando nasceu ficou preso ao corpo da mãe quando tentava nascer e este bloqueio ou impasse provocou uma paragem respiratória e mãe e filho tiveram que serem transportados de ambulância para o hospital de Santa Maria onde foi aplicada esta técnica verdadeiramente saída das séries de tv ou do cinema.
O segredo do milagre reside exactamente na redução de temperatura que faz reduzir o consumo energético do corpo evitando as lesões no cérebero e as consequências dum parto problemático são mesmo as lesões cerebrais, mas no entanto há condições para que esta técnica seja aplicada; uma delas é que o feto não pode ser prematuro, o transporte tem que ser feito em hipotermia passiva e é um método de suscesso comprovado em terras de Sua Majestade e sem risco para as crianças porque o arrefecimento é feito através de sacos que não estão em contacto directo com o corpo da criança.
Além destas condições, a unidade hospitalar para além da unidade de frio tem que ter um aparelho de monitorização cerebral e um aparelho de ressonância magnética e no Reino Unido este processo já usado desde 2002 e em Portugal só agora é que começou a ser usado em 2010, bem apesar do atraso é sempre um avanço.
No entanto deixo uns reparos e lembrando que tanto o sistema nacional de saúde como o sistema de providência em Portugal são uma merda pegada, como farão as bens que possam ter casos semelhantes ao bebé Cerejo nos locais onde fecharam as maternidades e centros de saúde e para para esta tão simples pergunta niguém tem resposta, enfim, o Portugal europeu.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Como se faz nos sítios em que os parteiros têm que ser os bombeiros ? Porque não se estende estes cuidados a todas regiões de saúde e apenas existem em Lisboa ? Afinal a saúde não é para todos ou saúde para todos não passa duma utopia de Abril ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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