Afinal Sabiam Antes de Tudo Acontece e Nada Fizeram
Está visto que no ministério da educação a competência é uma aventura muito difícil e ainda mais arriscada que os heróis criados pela actual ministra da educação e pela sua parceira na escrita Ana Maria Magalhães, a incompetência é a coisa mais fácil deste mundo, muito mais fácil do que beber água em dia de verão bem escaldante.
É que se soube que a escola onde o professor de música que sofria de bullying, a escola de Fitares, Rio de Mouro, Sintra, sabia desde de Fevereiro que um professor da dita escola onde o bullying parece ser uma das disciplinas do currículo estando acima de disciplinas como francês, matemática ou outras como disciplinas base se tinha suicidado; mas a direcção da escola escondeu os detalhes.
Mas esta direcção que me lembra por vezes os animais que enterraram a secundária dos Anjos além de esconder a verdade da Inspecção Geral da Educação também fez desaparecer sete queixas feitas por escrito pelo professor Luís, o tal professor que se suicidou se atirando da ponte Salazar/ 25 de Abril no dia 9 de Fevereiro, mas a IGE só soube de forma oficial do sucedido, apenas depois da televisão e da imprensa ter deitado cá para fora e depois que se soube deste caso do professor Luís, e do caso do Leandro em Mirandela; têm aparecido mais casos de violência nas escolas que se pode considerar violência sistemática ou bullying como nunca se viu ou as vítimas estão a ganhar coragem para denunciar porque sabem que não podem contar com os conselhos executivos das escolas/liceus públicos.
Voltando a vaca fria, no caso do professor Luís não adiantou muito a escola de Fitares passar por escola modelo com alguns problemas porque apenas comunicou o suicídio do professor Luís sem dar detalhes de forma informal do tipo, deixa cá fazer o frete, mas no dia 10 de Março foi enviada para a IGE a informação completa e um dia antes foi enviada para a Direcção Geral de Educação no dia 4 de Março igual documento, por isso não adiantou a escola tentar sacudir a água do capote.
Para ajudar a festa o professor Luís fez inúmeras queixas ao conselho executivo e sete delas chegaram a reunião do coselho pedagógico mas misteriosamente desapareceram, evaporaram, volatizaram-se, das actas da reunião e ninguém sabe onde param as as queixas a não ser que alguém queria esconder a verdade e para que a dita verdade se saiba exista no computador do professor Luís cópia destas queixas e a verdade se saiba sobre esta escola infernal
Neste espaço de tempo já houve o caso da Beatriz que também sofreu o que não quis das colegas, mais uma professora desta mesma escola que ficou com uma traumatismo craniano e um aluno de 10 anos que deu com uma cadeira nos cornos dum professor e eu que passei por escolas públicas e privadas onde vi mesmo de tudo um pouco de mau e de bom nestes quase 31 anos de vida que tenho fico a pensar afinal a quantas anda o sistema público de educação porque ainda não ouvi falar que isto aconteça em externatos e colégios.
Quando comecei a minha vida escolar foi marcada por mudanças, mudanças no esquema de ensino, desde do programa ao calendário, as regras, aos estatutos, em muita coisa; umas para pior outras para melhor e apanhei com a transição em que um professor poderia bater num aluno e depois não podia bater e agora há outra forma de ver esta regra: um aluno pode bater num professor e o professor não se pode defender porque nem os colegas dele do conselho executivo fazem nada e estes alunos até podem tornar a vida dos seus pares num inferno e nada é feito até ao momento que aconteça uma tragédia e depois aí todos lamentam.
Não quero ser agoirento mas estou a espera que um dia destes, e já esteve mais longe, que uma das vítimas de bullying se passe dos cornos de vez e venha armado com algo mesmo sem ser uma arma de fogo e desate a partir tudo ou descarregar em todos que lhe atacaram ou contribuíram para o seu suplício e depois aí quando aparecer na abertura dos telejornais porque numa certa escola pública onde havia bullying houve mortos por que um aluno ou um professor resolveu fazer justiça pelas suas mãos e depois aí já todos se começam a mexer, como acontece sempre quando for tarde demais.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Estão a espera de quê ? Que haja alguma tragédia como aquelas que de vez enquando acontecem nos Estados Unidos ? Afinal do que nos serve o ministério da educação ? Afinal o que são os professores para este (des)governo ? Será preciso haver justiça pelas próprias mãos para acabar com o bullying duma vez por todas ? Será que a aventura de Isabel Alçada no ministério da educação e mais pesada que todos os seus livros ? Será que temos que pagar para que os nossos filhos possam estudar a vontade ? Afinal aonde está a escola para todos se alguns não sabem o que estar numa escola ? Porque os professores não se podem defender ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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