Está Mesmo Tudo A Saque Neste Portugal

Como já não fossem suficientes as sucatas do imperador Godinho agora também saiu hoje para a imprensa o começo do julgamento do caso de fraude na obtenção e desvio deste mesmo fundo e da lista de suspeitos fazem parte: um ex-director do Centro Distrital de Segurança Social de Santarém, um ex Provedor da Santa Casa de Santarém e a Santa Casa da Misericórdia de Santarém.

Segundo a acusação a SCMS recebeu 170 mil euros do Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) de 1999 para obras que foram realizadas muito tempo depois e sendo feitas por um valor inferior ao aquele atribuído em sede de PIDDAC, tendo até apresentado como provas facturas doutras despesas.

Este processo pelo que se sabe teve a sua génese num relatório da Inspecção Geral do Ministério da Segurança Social que analisou situações ilícitas denunciadas por um funcionário da Segurança Social de Santarém e este é o que chega a julgamento porque há mais casos que não tiveram o mesmo destino, acabando arquivados e esquecidos, e este caso em especial respeita à adaptação de um espaço do edifício da SCMS para o funcionamento dum Unidade de Apoio Integrado (UAI), que foi contemplado no início com uma verba do PIDDAC de 70 mil euros e depois com outra de cem mil que se destinavam a UAI de que o Centro de Bem Estar Social de Alcanena desistiu.

Houve problemas com a realização das obras, que passaram pela - transferência do Jardim de Infância do – onde foi depois instalada a parte do Centro de Saúde que ocupava o segundo andar do edifício, destinado a UAI - , provocaram que esta mesma adaptação fosse só feita em 2001 e segundo a acusação, este servicinho terá custado 40 mil euros e a esta bela quantia ainda se tem que adicionar o custo do equipamento da cozinha que ficou em 62 mil euros e de tanto material comprado e tanto dinheiro gasto apenas existe uma factura de 1999 e o equipamento inscrito neste mesmo documento foi parar ao Centro Paroquial da Serra, a pedido do director regional de Segurança Social da altura para que o lar desta instituição pudesse funcionar.

A conclusão da acusação é simples, é que se baseando em facturação falsa dado que esta corresponde a serviços realizados noutras valências, a SCMS recebeu verbas superiores ao dobro do que tinha direito e ao mesmo tempo a tal dita UAI, que foi concluída em Novembro de 2001, nunca chegou a funcionar com a vertente para que foi construída, ou seja, não foi usada para a função para que foi feita, já que o que o provedor que sucedeu a José Manuel Cordeiro (o tal que vai a julgamento) solicitou a sua alteração para Centro de Acolhimento Temporário de Emergência para Idosos e para Lar de Grandes Dependentes.

E um dos acusados, José Manuel Cordeiro, que é acusado do crime de fraude na obtenção de subsídio e de crime de desvio de subsídio, alega em seu favor que foi o serviço de Segurança Social que liderou financiamento e ainda assinalou que não fazia parte das suas funções o envio de facturas e ainda volta a sublinhar que a alteração da UAI não ocorreu sob sua direcção e ainda não pode responder por decisões que foram tomadas pelo colectivo da mesa administrativa da irmandade da SCMS.

A dita instituição que também faz parte da lista dos suspeitos contesta também a suspeita, alegando que o dinheiro recebido se destinou a prossecução, ou seja, a continuação dos fins de solidariedade social e que nunca recebeu qualquer pedido para a devolução das verbas e que agiu sob a orientação da Segurança Social de Santarém.

Nesta troca de mimos, há duas flores muito mal cheirosas nesta jarra e uma delas é antigo provedor da SCMS que está a sacudir a água do capote e a outra é o director da Segurança Social de Santarém que parece ser ele o cabecilha desta pandilha e é de seu nome José Jesus Brilhante que foi colega de crime do Sr. Cordeiro.

E a concluso que cheguei é que alguém ficou com muito dinheiro e este não foi para quem deveria de ter do e quem pagou fomos nós como sempre e duvido que alguém seja punido, enfim uma república com 100 anos de podridão.

E ficam as minhas perguntinhas de sempre: Afinal o que é isto ? Será que a honestidade agora também paga imposto em Portugal ? Afinal o que é isto ? Será que este pais vai alguma vez entrar nos eixos ? Aonde para a seriedade ? Será que vai se saber algo mais ? Até onde isto vai parar ? Foi para isto que se fez o 25 de Abril ? É para isso que querem festejar os 100 anos da república ?

Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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