A Propósito dos 65 anos da Libertação de Auschwitz
Ao pesquisar material para o artigo anterior não pude deixar passar em claro um pequeno artigo da Wikipedia que fala dum oficial das temidas SS que foi colocado no campo da Morte e que ao ver que aquele não seria um campo de concentração com os outros se quis ir embora, o seu nome é Oskar Gröning.
Entre outra tarefas tinha que fazer a triagem dos judeus que iriam directos para a câmara de gás ou aqueles que iriam servir de mão de obra escrava e dois episódios em especial marcaram a vida deste homem um deles foi quando ele assistiu impotente ao assassinato de uma criança por parte dum colega seu quando este esmagou o crânio de uma criança só por esta estar a chorar, o que fez que Oskar tivesse pedido a transferência para outra unidade para não assitir mais isso, pedido o qual foi recusado e outro episódio aconteceu alguns anos depois deste, mais precisamente 40 anos depois da guerra quando este homem já de idade avançada teve acesso a um panfleto infame de Thies Christophersen e o Sr. Gröning apenas tem a seguinte resposta:
"Eu vi tudo, as câmaras de gás, as cremações, o processo de selecção, milhão e meio de judeus morreram em Auschwitz, eu estive lá.
Este senhor depois desta resposta ainda recebeu chamadas telefónicas, cartas de estranhos que batiam na mesma tecla ao negar o Holocausto e a exstência do campo da morte de Auschwitz e perante isto, o Sr. Gröning disse aos detractores do Holocausto:
"Eu queria que acreditassem em mim. Eu vi as câmaras de gás. Eu vi os crematórios. Eu vi os fornos abertos. Eu estava na rampa quando aconteceram as selecções. Eu queria que
acreditassem que estas atrocidades aconteceram mesmo porque eu estive lá"
Hoje muitos dos que passaram pelo Holocausto testemunharam na primeira pessoa o que é passar pelo pesadelo de sentir a morte de perto todos os dias sem saber se vai morrer no dia seguinte e de como vai morrer e hoje nas cerimónias não ver tão democrática esquerda portuguesa dá para ver como eles são tão democráticos como aqueles que há mais de 70 anos começaram o Holocausto as ordens dum senhor austriáco que o Grande Fernado Pessa chamava "o Sr. Hitler"
Antes de publicar este artigo vos recomendo o filme "Freedom Writers" de 2007 onde uma professora pega numa turma de alunos de cortar a faca, muito típica de muitos liceus americanos e até mesmo portugueses e puxa por eles, tenta-lhes ensinar valores como a tolerância e qual a mlehor forma senão lhes por a ler o Diário de Anne Frank e convenceu os alunos a convidar a guardiã dos manuscritos , a Sra, Miep Gies cujo papel é desempenhado pela actriz Pat Caroll.
O filme se baseia no livro "The Freedom Writers Diary" escrito pela professora Erin Gruwell e os seus alunos do liceu Wilson High www.en.wikipedia.org/wiki/The_Freedom_Writers_Diary vos recomendo o filme, já vi e gostei e espero que este artigo vos faça pensar porque mesmo esta a intenção.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Porque ainda negam o Holocausto ? Será que quem nega quer fazer algum ? Que mais provas precisam para o provar ? Será que quem nega o Holocausto quer lá voltar e exprimentar ? Que raio de mundo é este que nega o maor dos pesadelos ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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